Redação
A Polícia Militar de Alagoas identificou 15 lideranças responsáveis pelos movimentos antidemocráticos de bloqueio de vias para pedir intervenção federal. A inteligência da corporação anexou as informações no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga os atos de apoiadores do presidente não reeleito Jair Bolsonaro em todo o país.
O relatório aponta cinco grupos nas redes sociais para mobilização dos manifestantes e arrecadação de fundos via pix, sendo quatro com mais de 200 participantes: Intervenção Federal (225 membros), Brasil pelo Futuro (220 membros), Brasil Hoje (254 membros) e Paralisação Nordeste (247 membros). Este último foi criado após o Paralisação Nordeste – Maceió (1.200 membros) ser bloqueado pelo WhatsApp. O Telegram e o Instagram também eram utilizados.
A PM aponta que existiam dois tipos de organização: por meio da internet e a presencial, chamada de in loco. “As lideranças são difusas e não há uma centralização de comando entre eles, porém alguns indivíduos se destacam no sentido de prover insumos, meios, organização e incitação para que os atos aconteçam“, diz o relatório.
Em Maceió, o ato principal acontece há mais de 10 dias na porta do Quartel do Exército. O relatório vem à tona após no início da semana, o ministro Alexandre de Moraes dar prazo de 24 horas para que as Polícias identificassem os líderes dos movimentos golpistas.
Veja abaixo os nomes dos líderes:
Grupo Intervenção Federal
Jean Kellwy Rodrigues da Silva Costa, Lucas Thyago Soares Silva e Ronylle Diogo Oliveira de Deus
Brasil pelo Futuro
Cássio Tomas Lima Menezes
Paralisação Nordeste – Maceió e PN
Icaro Manuel Santos Ribeiro e Deiwd Silva Cedro
Nesse grupo, que era o principal, Karinne Pereira dos Santos, Jacksuel da Silva Marques e Fernando Antonio Maia Filho atuaram até o feriado de Finados, sendo a primeira responsável pela parte financeira.
Líderes in loco
Kayo Gustavo Fragoso Carneiro da Cunha, Jornandes Brito dos Santos e José Wilson Barboza de Magalhães Junior.
Kayo Fragoso, inclusive, foi identificado pela reportagem da Folha de Alagoas, na matéria ‘Organizadores pedem pix para fomentar ato antidemocrático em Maceió’, como um dos integrantes mais ativos, transmitindo ao vivo o andamento e desdobramento do ato. Ele foi candidato a deputado estadual pelo PL e acumulou 687 votos.















