Leonardo Ferreira
Jornalistas que são ex-funcionários da Organização Arnon de Mello (OAM), da família de Fernando Collor, continuam a cobrar que o Ministério Público Estadual investigue os supostos crimes falimentares no processo de recuperação judicial do conglomerado.
Nesta terça-feira (10), os profissionais fizeram uma manifestação para questionar a inércia do órgão ministerial no caso. “Se a lei é para todos, por que o MP não investiga as empresas de Collor?”, diz um dos cartazes.
Hoje, completa exatamente um ano em que o promotor Marcus Mousinho, que atua no processo como fiscal da lei, apontou indícios de fraudes. Até agora, no entanto, o MP não havia designado quem investigaria as suspeitas.
Mediante o protesto, o grupo de jornalistas foi recebido na instituição e descobriu que o processo corre na 64ª Promotoria de Justiça, e também hoje, foi finalmente encaminhado ofício à Polícia Civil para que o inquérito seja iniciado.
Desde 2019 a ver navios e sem receber seus direitos, os ex-funcionários do maior grupo de mídia de Alagoas devem voltar a procurar as autoridades na próxima semana, com o intuito de saber se houve avanços na apuração.
Centenas de credores do Grupo Collor, que acumula dívidas milionárias, aguardam as novas decisões em processo que já teve cinco juízes.
















