Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
22 de março de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
22 de março de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Comércio de Alagoas comemora aprovação do PL da “taxa da blusinha”

Como a nova tributação aumentará os preços dos itens importados, a tendência será o consumidor migrar para o mercado nacional e local

13 de junho de 2024
0
Taxa de 20% em importações de até US$ 50 pode render R$ 1,3 bilhão este ano

Reprodução

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Redação*

Representantes do varejo em Alagoas comemoram a aprovação do projeto de lei (PL) que prevê uma taxação de 20% nas importações, o que ficou conhecido como ‘taxa da blusinha’, sobre produtos trazidos ao Brasil de até 50 dólares.

O comércio de Alagoas tem uma expectativa positiva da proposta, pois a tendência será o consumidor migrar para o mercado nacional e local. ‘Ou tributa todo mundo até US$ 50,00 ou não tributa ninguém’, foi a bandeira levantada pelos varejistas nacionais.

A medida tem como objetivo declarado proteger o varejo nacional e a indústria de confecções, que vinham mobilizando tratativas com o governo pleiteando uma competitividade mais justa, afirmam os empresários.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Adeildo Sotero, estava entre estas lideranças. Para ele, o fato de as plataformas digitais estrangeiras serem isentas de impostos gera uma concorrência desleal e prejudica os negócios.

“O Brasil tem uma alta carga tributária e empreender neste contexto é desafiador, pois é preciso encontrar o equilíbrio entre a incidência de várias taxas e impostos, além dos custos operacionais, para tornar o preço atrativo ao cliente. Qualquer venda nossa, não importa o valor, incide tributação. Por que então privilegiar as empresas de fora? Isso só vem gerando uma concorrência desleal”, afirma.

Cenário econômico
Como regra geral, salvo as compras até US$ 50, a aquisição de produtos importados em sites internacionais sofre a incidência de 60% do Imposto de Importação, um imposto federal administrado pela Receita Federal; e 17% de ICMS, um imposto estadual, repassado aos cofres do Estado de residência do comprador por meio do programa Remessa Conforme. Uma vez que a ‘taxa das blusinhas’ passe a valer, é possível que haja algum impacto na arrecadação alagoana?

A convite do Instituto Fecomércio AL, o economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Francisco Rosário, analisou a situação. De acordo com ele, as compras feitas em sites internacionais, como Shein, AliExpress e Shopee, serão sujeitas a um Imposto de Importação de 20% sobre o valor da transação, além dos já instituídos 17% do ICMS, resultando em um aumento real em cerca de 45% nos preços dos itens importados.

“Em termos de produto, a mudança deve arrecadar R$ 2,5 bilhões por ano para o tesouro nacional, já que o Imposto de Importação é de competência federal. Contudo, como os dados alagoanos não estão disponíveis, não é possível calcular os impostos totais para o estado”, observa Rosário.

Entretanto, o economista explica que, embora não existam dados detalhados e disponíveis sobre esta arrecadação estadual, é possível estimar um valor aproximado, mas é preciso considerar o seguinte: alguns dos grandes sites internacionais possuem armazéns de distribuição em outros estados, portanto, o imposto cobrado pode não ser pago para Alagoas; parte das compras ocorrem via dropshipping, modalidade de comércio que basicamente consiste na venda, via loja virtual, de produtos físicos de terceiros e, como esses produtos geralmente são importados e as empresas não estão em Alagoas, os impostos ficam no seu estado de origem; e, por fim, o fato de dados específicos sobre arrecadação por setor de atividade econômica não serem acessíveis devido à complexidade do sistema brasileiro, o que acaba limitando a divulgação oficial aos números dos grandes setores definidos nas contas nacionais do IBGE.

Em 2023, as importações totais de Alagoas foram de US$ 713 mi. Destes, US$ 440 mi foram do continente asiático, o equivalente a 61,7%. Somente a China Continental exportou para Alagoas 50% dos valores totais das importações do estado, ou seja, US$ 356,5 mi.  “Em meio a estes valores, as importações de pessoas físicas com compras via e-commerce internacional são parcela ínfima”, avalia o economista.

Paralelamente, os dados dos Sistemas de Comércio Exterior (Siscomex), vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio do Brasil, registram que, no ano passado, as importações alagoanas em produtos têxteis e confecções chinesas movimentaram US$ 232.628,00.

Para que possamos ter uma estimativa, vamos imaginar que essas compras foram feitas por pessoas físicas independentes e no valor de US$ 50, sobre os quais não incidia o novo imposto, o valor arrecadado por Alagoas seria de US$ 47.642,00, pois incidiria sobre os 20,48% tradicionais do ICMS por dentro.

Considerando o valor do dólar médio de R$ 5, em 2023, o ICMS arrecadado com as importações seria de R$ 238.211,00. Porém, relembrando a limitação acerca do fornecimento de dados, estes números estão abaixo da realidade.

“Esse último valor continua para o estado de Alagoas, mas a partir da sanção da lei pelo Presidente da República, o que irá mudar será o acréscimo dos 20% sobre o valor calculado do ICMS. O novo valor arrecadado em ICMS e Imposto de Importação passa a ser R$ 518.480,00, onde o acréscimo do imposto federal foi de R$ 280.269,00”, estima Rosário.

Como a perspectiva, dada às aprovações no Senado e na Câmara, é de que venha a se efetivar a tributação, o impacto maior será para o consumidor, pois os impostos sairão de 20,48% do ICMS (por dentro) para cerca de 45%, quando se soma ao novo imposto federal. C

om isso, há a possibilidade de este consumo migrar para o mercado nacional e local. “Assim, esse novo imposto e todo o movimento realizado pode ser um alento para o varejo e para a indústria nacionais, mas só o tempo dirá se a medida será realmente eficaz na proteção das empresas e no estímulo de novos empregos para Alagoas”, ressalta.

*com Assessoria

Você também pode gostar desses conteúdos

Preço médio do diesel sobe 6,76% e chega a R$ 7,26 nos postos do país
Economia

Preço médio do diesel sobe 6,76% e chega a R$ 7,26 nos postos do país

por Redação
20 de março de 2026
Concurso da PM de Alagoas oferece mais de mil vagas para soldados e oficiais
Economia

Concurso da PM de Alagoas oferece mais de mil vagas para soldados e oficiais

por Redação
20 de março de 2026
Sefaz-AL realiza primeiro sorteio da Nota Fiscal Cidadã 2026 e distribui R$ 2 milhões em prêmios
Economia

Sefaz-AL realiza primeiro sorteio da Nota Fiscal Cidadã 2026 e distribui R$ 2 milhões em prêmios

por Redação
17 de março de 2026
Procon Alagoas divulga pesquisa de preços para a Semana Santa
Economia

Procon Alagoas divulga pesquisa de preços para a Semana Santa

por Redação
16 de março de 2026
Inflação oficial recua para 3,81%, com variação de 0,7% em fevereiro
Economia

Inflação oficial recua para 3,81%, com variação de 0,7% em fevereiro

por Redação
12 de março de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
34 vagas: BRK lança segunda turma do programa de estágio 2024

34 vagas: BRK lança segunda turma do programa de estágio 2024

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

Começam a vigorar novas regras para frete no Brasil

22 de março de 2026
Geral

Semarh inicia construção do Plano de Arborização Urbana e mobiliza municípios para cidades mais verdes

22 de março de 2026
Geral

Trump ameaça colocar agentes do ICE em aeroportos dos EUA

21 de março de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.