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Setor literário acumula R$ 1,8 bilhão de faturamento em 2024, aponta Fecomércio

28 de outubro de 2024
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Setor literário acumula R$ 1,8 bilhão de faturamento em 2024, aponta Fecomércio

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

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Um monitoramento realizado pela Nielsen BookScan e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), apontou que entre 12 de agosto e 8 de setembro deste ano foram comercializados, no Brasil, pouco mais de 3,461 milhões de unidades de livros a um preço médio de R$ 51,48, movimentando mais de R$ 178 milhões.

No acumulado de 2024, o faturamento do setor já passou de R$1,8 bilhão, superando o montante de R$ 1,7 bilhão registrado em todo o ano de 2023.
Em relação aos gêneros mais consumidos, os de não ficção responderam por mais da metade das vendas, dividindo-se entre não ficção trade (de interesse geral), com 29,24%, e não ficção especialista, com 21,53%.

Em seguida vieram os livros de ficção (26,84%) e os classificados como infantil, juvenil e educação (22,39%). Os números são baseados nas vendas realizadas em lojas físicas e virtuais, ou seja, as consideradas compras reais feitas pelo consumidor.

Carimbo de 100% alagoana

Entre o escritor e o leitor, há uma ponte importante: o vendedor de livros. Em Maceió, o pernambucano Dogivânio Nicácio e a paulista Milena Barbosa, que vieram morar em terras caetés como representantes de uma editora, acabaram idealizando um projeto que deu origem a uma livraria 100% alagoana: a Livro Presente. Localizado no Farol, o empreendimento nasceu após uma trajetória de desafios.

“Viemos com uma expectativa de vender e vimos que o mercado para essa representação era pequeno para os dois trabalharem com isso. Então, buscando outras alternativas, começamos a fazer feiras em escolas”, diz Milena.

Ao perceberem a demanda existente e o interesse das crianças, que trocavam o celular pelo livro, o casal começou a levar as feiras para os shoppings. O foco era trabalhar com os livros infantis, mas a iniciativa deu tão certo que acabou ampliando o público, já que os adultos começaram a solicitar livros também. Começava aí a se desenhar o projeto da livraria.

“Teve o lado financeiro e o lado de oportunidades, mas, não menos importante, a gente não deixou de lado o propósito. A gente entendeu o propósito de fazer a diferença na vida das pessoas através do livro e isso foi muito importante; foi a virada de chave”, ressalta Dogivânio.

O propósito tem direcionado o casal e, juntamente com um planejamento estratégico e parcerias, dentre elas com o Sebrae, vem motivando o crescimento da livraria. Aberto há seis anos, o estabelecimento que começou em uma sala de 40 metros migrou, em novembro passado, para um espaço com o dobro do tamanho. Hoje, além da loja no Farol, promovem as feiras em shoppings e colégios da capital.

Paralelamente às vendas, a livraria promove eventos como contação de história, oficina de massinha, lançamentos de livros e outras iniciativas, a exemplo de ações sociais. Nesta área, destaque para a parceria como Tiago Silva, alagoano palestrante, escritor e poeta idealizador do Mochileiro, um projeto que distribui livros pelo interior do país. Juntos, promovem doações em escolas da rede pública.

“Não esquecendo também do sistema prisional. A gente tem uma parceria muito boa e centenas de livros têm entrado no sistema prisional e mudado vidas de pessoas lá; a gente tem testemunhos disso”, fala Dogivânio.

Seja vendendo ou doando, o atendimento personalizado com a curadoria na escolha do livro entendendo a real necessidade do cliente contribui para cativar mais leitores. E para quem deseja empreender, independentemente da área, o conselho do casal é: determinação, estudo, atualização constante e boas parcerias.

E-book como aliado de vendas

Em meio a um mercado exigente e que disputa vendas com gigantes on-line, o senso comum já coloca o e-book como um instrumento de preocupação para quem vende o livro físico. Porém, na prática, a realidade não é bem assim. De acordo com o casal, o e-book acaba sendo um aliado.

“O e-book não nos assusta. Pelo contrário, às vezes, o e-book nos ajuda. É um concorrente, mas eu percebo que, principalmente para os jovens, ele funciona como uma degustação. Eles compram o e-book, às vezes adquirem até gratuitamente, e se gostam realmente do livro, eles vêm adquirir o livro físico”, justifica Milena.

Seja como forma de experimentação ou por preferência de leitura, as vendas de e-books vêm crescendo. A Nielsen BookData divulgou, em maio passado, a pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro – Ano base 2023. Segundo o levantamento, o faturamento das editoras com conteúdo digital apresentou alta nominal de 39% mas, quando considerada a inflação do período, o crescimento é de 33%, sendo influenciado pelo desempenho das plataformas educacionais (68%) e das bibliotecas virtuais (59%).

Ao todo, foram lançados 14 mil títulos, sendo 83% em formato e-book e 17% em áudio. Quanto aos gêneros, foram 31% de não ficção; 30% de ficção; 33% entre os científicos, técnicos e profissionais; e 7% de didáticos. Excetuando esta última categoria, as demais totalizaram 11,5 milhões de unidades comercializadas à la carte (unidade inteira), girando R$ 162 milhões na economia.

A motivação do escritor e o Prêmio Sesc de Literatura

Em uma perspectiva óbvia, o livro surge a partir da ideia do escritor. Romance, drama, suspense… independentemente do gênero, há algo que motiva sua escrita. Para Walfredo Luz são os fatos do cotidiano. “Eu me considero um andarilho da arte que vive com intensidade. Desde cedo, a minha escrita se fortalece no cotidiano, utilizando meu espírito contestador para denunciar as mazelas do dia a dia”, afirma o escritor.

Para ele, é um processo alimentado por imagens de seu mundo interno e externo, transpondo-as para o papel utilizando a escrita como um caminho reflexivo. “O livro é fundamental para o desenvolvimento humano, pois permite refletir sobre nossa atuação no mundo”, reforça. O escritor já publicou os livros “Teatro de Walfredo Luz: Fulniô e de Cachimbo Caído” e a trilogia poética “Sonetos de Sururu”, composta por “Sóis de Brancas Trevas”, “Queixume” e “Holocausto Mundaú”.

Para quem sonha em ingressar neste universo, o Prêmio Sesc de Literatura é uma boa oportunidade. Criada em 2003, a premiação se consagrou no país por oferecer oportunidades a novos escritores, impulsionando a renovação no panorama literário.

Até a última edição, realizada em março deste ano, já foram inscritos cerca de 20 mil livros e revelados 37 autores. Promovida pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), entidade do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Alagoas, a iniciativa premia obras inéditas nas categorias Conto, Romance e Poesia, podendo participar autores brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil.

A premiação é anual e, quem desejar participar da próxima edição, em 2025, já pode ir escolhendo o estilo e colocando as ideias no papel.

/Com Assessoria

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