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Segundo acusado de matar família no Pilar é condenado a 63 anos de prisão

5 de dezembro de 2024
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Segundo acusado de matar família no Pilar é condenado a 63 anos de prisão

José Ailton, o condenado. Reprodução

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Passados mais de sete anos do triplo homicídio que estarreceu a sociedade alagoana e vitimou uma família no município do Pilar, entre os mortos uma criança de apenas dois anos, o segundo acusado, identificado como José Ailton, foi julgado nesta quinta-feira (5) e teve penas somadas chegando a 63 anos e três meses de reclusão.

O seu comparsa, Wedson Santos, já havia recebido a sentença de 48 anos de prisão. Nesse caso, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) teve a firme e plausível atuação do promotor natural Sílvio Azevedo, que sustentou a qualificadora de motivo fútil que tornou impossível a defesa da vítima, mas também com agravante  pelo Art. 61, inciso II, pois além de uma das vítimas ser uma criança a outra vítima estava grávida.

Sobre as vítimas, Elisabeth da Silva, 41, Onilda Daiane da Silva, à época grávida de três meses, e o seu filho de dois anos foram assassinados depois de ter a casa invadida enquanto dormiam. O alvo seria Daiane, mas, segundo Wedson Santos, à época, teria matado a criança por ter acordado e chorado na hora da barbárie.

O julgamento de José Ailton demorou porque no processo a defesa sempre alegou que se tratava de uma pessoa inimputável. No entanto, houve reversão na afirmativa do advogado com exames comprovando que, na verdade, ele é um cidadão imputável com condições se assumir seus atos.

Para o promotor de Justiça Sílvio Azevedo, apesar da demora e da espera dos familiares e da população local, bem como de todo estado, nesta quinta-feira foi feito justiça.

“O crime à época abalou não somente a cidade do Pilar , mas toda Alagoas, principalmente porque entre as vítimas havia um menino de dois anos que levou tiros de pistola na cabeça. Não há justificativa para tanta frieza, tanta perversidade”, afirma o promotor.

“A espera foi longa, mas hoje acredito que as pessoas da família, amigos, vizinhos estejam mais aliviados com a condenação. O Ministério Público cumpriu o seu papel e o conselho de sentença alcançou nossa mensagem de paz e justiça”, completa.

/Redação, com Assessoria

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