Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
26 de maio de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
26 de maio de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

MPs e DPE promovem bate-papo com profissionais sexuais para indução de políticas públicas

30 de janeiro de 2025
0
MPs e DPE promovem bate-papo com profissionais sexuais para indução de políticas públicas

Foto: Reprodução

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

“Eu já sofri violência na rua, com clientes, com parte da minha família. Falar sobre o assunto abre mentes sobre nosso trabalho e vida. Dar voz à nossa comunidade é essencial”. Com esse desabafo, Zoe Wenddley emocionou os participantes da roda de conversa promovida pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública Estadual (DPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT). O encontro buscou informações para políticas públicas que garantam inclusão, visibilidade e direitos.

Coordenado Alexandra Beurlen, promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Lamenha, procurador regional dos Direitos do Cidadão, Isaac Souto, defensor público, e Cláudia Soares, procuradora do Trabalho e coordenadora de Combate à Exploração do Trabalho Infantil, o evento contou com a presença de Antônio José Araújo, juiz federal do Comitê Pop Rua Jud/AL), Luiza Jaborandy, presidente do Conselho Curador da Fundação de Apoio à Diversidade, e Cristiana Garcia (China), representante do Movimento Brasileiro de Profissionais do Sexo.

“Nós somos invisíveis perante a sociedade, todos pensam que nossa vida é fácil, mas não é. Tem complicação, preconceitos, e aqui é o primeiro espaço que temos, de receberem a gente, abrir as portas, porque nunca tivemos isso, para aprendermos nossos direitos. Como liderança, trabalhamos nisso, numa maior visibilidade para as trabalhadoras sexuais”, contou China, como Cristiane Garcia gosta de ser chamada.

A promotora Alexandra Beurlen defendeu novas escutas acolhedoras para que essas políticas públicas possam ser elaboradas: “Por mais que estudemos, inclusive dados sociais, é totalmente diferente quando você se aproxima da realidade. A escuta dessas mulheres permite que a gente compreenda outras nuances, e perceba também outras esferas que poderíamos atuar, não só em relação ao direito do trabalho, mas também diversas outras questões”, disse ela.

“Uma das funções da PRDC é fazer esse papel de ouvidor da sociedade. Por vezes a demanda não é do MPF, mas a gente tem o dever de ouvir essa demanda, de encaminhar para o tratamento, é um dos papéis mais importantes da PRDC. No encontro de hoje, tivemos muitas intersecções com minorias, como por exemplo população de rua, pessoas trans, existe uma gama de direitos que acabam sendo negados, por não saberem que eles existem”, comentou o procurador da República Bruno Lamenha.

Acesso a direitos

A conversa ofereceu um espaço seguro para que trabalhadoras sexuais, cis e trans, relatassem suas experiências e desafios enfrentados no exercício da profissão, reconhecida desde 2002 pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Entre os principais temas discutidos estavam dificuldades de acesso a direitos, precariedade na capacitação e empregabilidade, ausência de oportunidades de trabalho, necessidade de mutirões para emissão de documentos e mudança de nome, preconceito, sobretudo de autoridades policiais, além de saúde mental, dependência química e apoio psicossocial.

Também foi abordado aperfeiçoamento no cadastramento no INSS, garantindo aposentadoria e auxílio-doença, uma vez que a atividade já encontra-se no rol das profissões reconhecidas. O reconhecimento da profissão e sua regulamentação foram debatidos como caminhos para garantir segurança e dignidade para essa população.

A procuradora do trabalho Cláudia Soares destacou a importância do associativismo para fortalecer direitos, combater a violência de gênero e a exploração sexual e ampliar a cidadania. Foi sugerida a realização de oficinas on-line com associações de outros estados, promovendo troca de experiências e fortalecendo iniciativas locais. “É importante olhar sobre os direitos previdenciários, o reconhecimento formal desse trabalho pela CBO e a partir daí essa luta associativa por melhores condições de trabalho, de vida, de cidadania”, pontuou.

Novos horizontes

As instituições presentes reafirmaram o compromisso de construir estratégias conjuntas para garantir a efetivação de direitos e ampliar o acesso a políticas públicas inclusivas para profissionais do sexo em Alagoas.

“Eu acho que podem haver mudanças, há esperança. Nós hoje somos invisíveis, e podemos nos tornar visíveis para a sociedade. O evento de hoje foi perfeito, bem instrutivo, e torço para que venham outros. E foi importante ser na data de hoje, Dia Nacional da Visibilidade Trans”, concluiu Melissa Bianca, profissional do sexo.

/Assessorias

Você também pode gostar desses conteúdos

Justiça concede medida protetiva a mulher perseguida por ex-namorada do companheiro
Geral

Justiça concede medida protetiva a mulher perseguida por ex-namorada do companheiro

por Redação
25 de maio de 2026
Aluna da escola pública bilíngue de Pilar viraliza por fluência em inglês
Geral

Aluna da escola pública bilíngue de Pilar viraliza por fluência em inglês

por Redação
25 de maio de 2026
MUVB denuncia omissões da Defesa Civil sobre mapa de risco em áreas afetadas pela Braskem
Geral

MUVB denuncia omissões da Defesa Civil sobre mapa de risco em áreas afetadas pela Braskem

por Redação
25 de maio de 2026
Arcebispo enquadra JHC após anúncio sobre Frei Gilson: “convite foi feito pela Arquidiocese”
Geral

Arcebispo enquadra JHC após anúncio sobre Frei Gilson: “convite foi feito pela Arquidiocese”

por Redação
25 de maio de 2026
Senado pode votar reajuste de 5,4% para professores da educação básica
Geral

Senado pode votar reajuste de 5,4% para professores da educação básica

por Redação
25 de maio de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Dino libera repasses de emendas parlamentares para quatro ONGs

Dino libera repasses de emendas parlamentares para quatro ONGs

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

Justiça concede medida protetiva a mulher perseguida por ex-namorada do companheiro

25 de maio de 2026
Política

Prefeito e deputado fortalecem parceria em defesa da regularização fundiária rural em Piranhas

25 de maio de 2026
Esporte

Com nocautes e finalizações, Coliseu na Comunidade promove noite histórica de MMA em Maceió

25 de maio de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.