Redação
A taxação de 50% sobre produtos brasileiros divulgada recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutiu na classe política nacional, incluindo em Alagoas, com representantes na Câmara Federal e no Senado reagindo à medida americana a entrar em vigor em agosto.
Na ala Esquerda de Alagoas, houve pedido de resposta e reação firme, além de culpar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela crise. Já do lado da Direita, parlamentares alagoanos responsabilizam o atual presidente Lula (PT) pela má relação com os EUA, culminando nessa tarifa exorbitante.
“O Brasil já dispõe de uma lei para retaliar protecionismos e terrorismos comerciais. A CAE do Senado puxou o tema e deu ao país, em apenas 48 horas, o meio legal para responder proporcionalmente às ameaças externas. Soberania não se negocia”, diz o senador Renan Calheiros (MDB).
“Estamos numa nação com um governo central completamente perdido. Lula, depois de governar o Brasil três vezes, o que vai deixar no inventário do seu governo é que o Brasil é uma democracia falida”, contrapõe o deputado federal Alfredo Gaspar (União).
“O presidente Bolsonaro encaminha seu filho deputado federal para os Estados Unidos com uma única missão: conspirar contra o Brasil. Esse processo agora ataca todo o povo brasileiro e afeta a economia”, afirma o parlamentar Paulão (PT).
“Lula conseguiu o impossível: colocar o Brasil na mira dos EUA. Agronegócio atingido, indústria ameaçada, empregos em risco. Ideologia não enche prato. Lula brincou de geopolítica e quem paga a conta é você”, ressalta o deputado Fabio Costa (PP).
“Se a taxação anunciada por Trump se concretizar, o Brasil deve agir com firmeza e reciprocidade. O momento exige união em torno do interesse do povo brasileiro. Agora é a hora de separar quem é patriota de quem é patriotário”, opina o deputado Rafael Brito (MDB).