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Projeto ‘Folguedos e Danças de Alagoas Dentro da Escola’ leva cultura popular para rede pública de ensino de Maceió

29 de julho de 2025
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Projeto ‘Folguedos e Danças de Alagoas Dentro da Escola’ leva cultura popular para rede pública de ensino de Maceió

foto: divulgação

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O Projeto “Folguedos e Danças de Alagoas Dentro da Escola” leva gratuitamente a cultura popular para estudantes de Escolas Públicas, como forma de reconhecimento de sua identidade cultural. Por meio de concertos didáticos, folguedos e danças tipicamente alagoanas são apresentadas para crianças e jovens da rede pública estadual de ensino na cidade de Maceió/AL, alcançando o nível de educação infantil (de 0 a 6 anos) e o ensino médio, contemplando inclusive estudantes com deficiência.

Essas apresentações acontecerão nos próximos dias 07 de agosto, a partir das 19h na Escola Municipal Professora Hévia Valéria Maia Amorim, localizada no Village Campestre I e 08 de agosto, a partir das 9h 30min. na Escola Estadual Onélia Campelo, localizada no bairro de Santos Dumont.

Este Projeto foi contemplado pela PNAB Alagoas (Política Nacional Aldir Blanc) e SECULT/AL. É uma iniciativa que tem autoria e coordenação do Prof. Ms. Luciano Falcão, executada em parceria com Mestre Peitika, referência no Guerreiro, e Mestra Vânia, referência no Pastoril, Coco de Roda e Marisqueira. Os Folguedos e danças escolhidos serão apresentados e cantados por eles, acompanhados pela harmonia da sanfona e pelas batidas dos instrumentos de percussão.

“Alagoas é considerado o estado brasileiro com o maior número de manifestações culturais, entre folguedos, brincadeiras e danças, porém, ainda carece de materiais na área de educação musical que falem sobre elementos da sua cultura popular para crianças em idade escolar.” Destaca o professor Luciano.

O objetivo principal é apresentar uma parte dessa riqueza cultural para as novas gerações. Os Concertos Didáticos pretendem fazer com que as crianças e jovens conheçam e identifiquem as músicas, danças e figurinos da cultura popular de Alagoas e tenham um momento de fruição musical e artística, que cause um impacto em suas memórias afetivas que fortaleça seus laços de pertencimento do povo e da cultura alagoana.

Conheça os realizadores

Luciano José Trindade Falcão, com mestrado em Música pela UFPE, graduado em Licenciatura em Música pela UFAL e finalizando a especialização em Musicoterapia pela Censupeg, tem 17 anos de experiência como professor de música e de Arte nos municípios de Arapiraca, Flexeiras, Marechal Deodoro e Maceió.

Com 37 anos de carreira artística como multi-instrumentista (violão, harmônica, contrabaixo e guitarra) e compositor nas bandas Rock Postal, Epydemia, Segredo de Estado e Máfia Nordestina, além de sua carreira solo como gaitista, gravando CDs e DVDs.

Cícero Pinto da Silva, conhecido como Mestre Peitika é filho do saudoso Mestre Benon que ficou à frente do Guerreiro Treme Terra até a sua morte. Além de ter feito parte do Guerreiro Treme Terra, participou do Guerreiro da Mestre Iraci e do Guerreiro da Mestra Marilene fazendo diversas apresentações pelo estado de Alagoas. Também se destaca como compositor e músico instrumentista, tocando sanfona e zabumba.

Trabalha como artesão, vendendo suas peças em todo Brasil. Atualmente ele é mestre do Guerreiro da mestra Marlene e músico do Pastoril da Mestra Vânia.
Participou, em 2024, como oficineiro pelo projeto Folguedos na Rede, no ensino e desenvolvimento do Guerreiro Maria Carmelita Gama, formado por alunos e alunas daquela escola.

Vânia da Rocha Araújo, conhecida por Mestra Vânia, nascida no bairro do Bom Parto, desde os seus 9 anos faz parte do pastoril que existia naquele bairro. Desde então não deixou mais de ser uma brincante deste folguedo e bem depois começou a criar grupos de pastoril em escolas como a Padre Pinho na capital alagoana. Escreveu um livro sobre o pastoril, intitulado “Como nasce uma Mestra”, publicado em 2017 de forma independente.

É compositora e desenvolve um trabalho sobre as marisqueiras – influência dos seus tempos de Bom Parto, onde sua avó e sua mãe, além tantas outras mulheres, trabalhavam com o trato do sururu na lagoa Mundaú. Canta e dança coco de roda alagoano, fazendo diversas apresentações em escolas, eventos e simpósios pelo estado de Alagoas.

/Assessoria

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