Redação
Dois deputados federais por Alagoas ajudaram na tentativa de diminuir o clima tenso na Câmara dos Deputados esta semana. O ex-presidente do Legislativo, Arthur Lira (PP), e Isnaldo Bulhões, líder do MDB no Congresso, estiveram envolvidos na negociação.
A ocupação bolsonarista no plenário, impedindo os trabalhos da semana, somente foi finalizada após reunião no gabinete de Lira, que possui melhor relação entre governistas e oposição, já que o atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), estava irredutível.
Perguntado pela imprensa sobre o encontro, Motta disse que Arthur Lira ajudou a resolver de forma pacífica a questão, assim como outros líderes. No entanto, que tal articulação não o diminui, nem diminui a Casa Legislativa.
“O Arthur ajudou como todos os líderes ajudaram. O líder Dr. Luizinho (PP-RJ) ajudou bastante. O próprio primeiro vice-presidente, Altineu Côrtes (PL-RJ). Os deputados da base governista: o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL)“, disse.
“Todos se mobilizaram, isso é natural. Todos nós temos uma preocupação com o funcionamento da Casa. Esse é o sentimento do ex-presidente Arthur, que tem interlocução com os deputados e ajudou ali no diálogo. Isso não me diminui, não diminui a Casa”, completou Motta.
Motta, porém, reafirmou que não vai aceitar chantagem, e que vai dialogar sobre propostas se houver maioria entre os líderes partidários. O deputado acrescentou que a retomada do plenário da Câmara não foi condicionada à anistia, como anunciaram os bolsonaristas.
“A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. As matérias [jornalísticas] que estão saindo sobre a negociação feita por esta presidência para que os trabalhos fossem retomados não está vinculada a nenhuma pauta. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém”, disse Motta.















