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PT recorre de decisão do Conselho de Ética que arquivou pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro

Recurso ao plenário da Câmara foi protocolado pelo deputado Lindbergh Farias. Conselho de Ética decidiu, por 11 votos a 7, arquivar o processo que pedia a cassação de Eduardo

23 de outubro de 2025
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PT recorre de decisão do Conselho de Ética que arquivou pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi

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O deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, apresentou um recurso ao plenário da Casa contra a decisão do Conselho de Ética que, por 11 votos a 7, arquivou um processo que pedia a cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O recurso, assinado por mais de 80 parlamentares de diferentes partidos, foi protocolado conforme previsto no Código de Ética e de Decoro Parlamentar, que permite o reexame pelo plenário de decisões terminativas.

“A representação, apresentada pelo PT, aponta que o deputado Eduardo Bolsonaro praticou condutas incompatíveis com o decoro parlamentar ao incitar a desobediência de decisões do Supremo Tribunal Federal, ofender autoridades constituídas e solicitar apoio político e econômico estrangeiro contra o Estado brasileiro, incluindo a revogação de vistos de autoridades, a aplicação da Lei Magnitsky e a imposição de tarifas”, diz trecho de uma nota compartilhada nas redes sociais de Lindbergh Farias.

“Essas ações, amplamente divulgadas nas redes sociais e na imprensa internacional, configuram traição à pátria, atentado à soberania nacional e aos deveres de respeito às instituições democráticas”, continuou.

Segundo o parlamentar, o recurso busca garantir que a Câmara dos Deputados exerça “plenamente sua jurisdição ética e disciplinar, assegurando a apuração dos fatos e a preservação da dignidade do mandato parlamentar”.

“O arquivamento sumário da representação criaria precedente gravíssimo, legitimando atos de deslealdade constitucional e desrespeito às instituições. Reverter essa decisão é, portanto, um ato em defesa da própria Câmara e do Estado Democrático de Direito”, finalizou.

Entenda 

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (22), por 11 votos a 7, arquivar o processo que pedia a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O pedido havia sido apresentado por partidos da oposição, que alegavam que o parlamentar teria atuado no exterior contra instituições brasileiras, incluindo o STF (Supremo Tribunal Federal).

A decisão encerra, por enquanto, a tramitação do processo na Câmara, mas opositores afirmaram que devem buscar outras medidas para responsabilizar o deputado. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que vai recorrer da decisão ao plenário da Câmara.

Entre as acusações estavam tentar influenciar autoridades estrangeiras a impor sanções contra o Brasil e o STF e ultrapassar o prazo de 120 dias de sua licença parlamentar, encerrada em julho, quando passou a faltar às sessões da Câmara.

O deputado Marcelo Freitas (União-MG) foi indicado relator do processo, aberto em 23 de setembro a partir de uma representação do PT, que solicitava a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro por suposta quebra de decoro parlamentar.

Em 8 de outubro, Freitas apresentou voto favorável ao arquivamento do processo. Ele argumentou que as ações de Eduardo, relacionadas à defesa de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, configuram manifestações políticas legítimas, sem violar a soberania nacional.

Onde Eduardo Bolsonaro está morando?

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro de 2025, quando se licenciou do mandato para tratar de assuntos pessoais.

Eduardo Bolsonaro é policial federal?

Não. Ele atuou como escrivão de Polícia Federal no período entre 2010 e 2015.

Por que Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos?

De acordo com relatos, Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos durante a licença parlamentar para buscar apoio para sanções contra autoridades brasileiras, em especial, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal. Recentemente, o deputado afirmou que teme ser preso caso retorne ao Brasil, o que influenciou sua decisão de permanecer no exterior.

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