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Ufal concede diplomas póstumos a estudantes mortos pela Ditadura Militar

3 de novembro de 2025
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Ufal concede diplomas póstumos a estudantes mortos pela Ditadura Militar

foto: Estudantes que receberão a homenagem através de seus familiares

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Redação
Quarenta anos após o fim da Ditadura Militar, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizará um ato histórico de reparação e memória. No próximo domingo (9), durante a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, três estudantes perseguidos e mortos pelo regime – José Dalmo Lins, Gastone Beltrão e Manoel Lisboa – serão diplomados postumamente. A cerimônia, marcada para as 10h na Sala Ipioca, no Centro de Convenções de Maceió, contará com a presença de familiares, autoridades e representantes da comunidade acadêmica.

A diplomação, aprovada em sessão do Conselho Universitário (Consuni) em abril deste ano, simboliza o reconhecimento da universidade àqueles que tiveram suas vidas e trajetórias interrompidas pela repressão. Os três jovens, estudantes de Direito, Economia e Medicina, foram vítimas da perseguição política que marcou o período entre 1964 e 1985. Com a outorga dos diplomas, a Ufal busca resgatar a memória desses alunos e reafirmar seu compromisso com os valores democráticos e os direitos humanos.

Segundo o reitor Josealdo Tonholo, o ato representa “um gesto de justiça fundamental e um reconhecimento tardio, mas necessário”. Ele destacou que a solenidade é também uma forma de a instituição reavaliar seu papel histórico, assumindo uma postura ativa na defesa da democracia. A iniciativa integra as ações da recém-criada Comissão da Memória, Verdade, Justiça e Reparação (CMVJR-Ufal), responsável por investigar violações cometidas contra estudantes e servidores durante o regime militar.

Para a presidenta da Comissão, professora Emanuelle Rodrigues, a diplomação é mais do que uma homenagem: “É um rito necessário de reparação e compromisso com a verdade, um gesto de coragem da universidade e um reconhecimento do sofrimento dessas famílias.” A CMVJR-Ufal também lançará seu site oficial durante o evento, ampliando o acesso público às investigações e documentos históricos sobre o período.

Entre os familiares, o sentimento é de emoção e justiça. Iracilda Moura, sobrinha de Manoel Lisboa e professora da Ufal, lembrou as memórias afetivas com o tio e defendeu a importância de manter viva a memória daqueles que lutaram pela democracia. O jornalista Ênio Lins, parente de José Dalmo, classificou o gesto como “uma verdadeira aula de cidadania e democracia”. Já Thomáz Beltrão, irmão de Gastone, ressaltou o orgulho e o valor simbólico da reparação feita pela universidade.

O ato de diplomação póstuma inaugura uma nova fase de reflexão dentro da Ufal. A expectativa é de que o trabalho da Comissão identifique outros casos semelhantes nos próximos anos, fortalecendo o processo de memória e justiça institucional. Mais do que um evento simbólico, a cerimônia representa um reencontro entre a história e o compromisso social da universidade com o país que ajudou a reconstruir.

Estudantes que receberão a homenagem através de seus familiares

José Dalmo Guimarães Lins – Era estudante da Faculdade Direito na Ufal quando foi expulso sob a acusação de envolvimento com atividades subversivas. Ele também atuou como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) . Foi duramente torturado, o que impactou profundamente em sua saúde física e mental, o que o levou ao suicídio em 11 de fevereiro de 1971, no Rio de Janeiro.

Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão – Era estudante da Faculdade de Economia da Ufal e militante da Juventude Estudantil Católica (JEC) . Capturada e torturada pelos militares, Gastone foi morta em 22 de janeiro de 1972 por agentes do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS-SP).

Manoel Lisboa de Moura – Era estudante da Faculdade de Medicina da Ufal e teve uma intensa atuação política como aluno e militante, atuando na União Nacional dos Estudantes (UNE), na Juventude do PCB, no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e, posteriormente, no Partido Comunista Revolucionário (PCR) . Foi preso, torturado e viveu na clandestinidade, até ser capturado e torturado até a morte, em 4 de setembro de 1973.

 

 

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