Redação
Entre governadores e prefeitos que mais injetaram dinheiro das previdências próprias dos recursos de aposentados e pensionistas, o PL, de JHC e Bolsonaro, é quem lidera um ranking nacional de investimentos feitos no Banco Master, instituição financeira que é alvo de investigações e operação da Polícia Federal (PF) por fraude.
Um levantamento com base em dados de institutos de previdência aponta que gestores filiados ao Partido Liberal (PL) foram responsáveis por R$ 1,069 bilhão em investimentos no banco, valor muito superior ao registrado pelos demais partidos. Em segundo lugar aparece o Solidariedade, com cerca de R$ 400 milhões, seguido pelo PSD, que soma R$ 212,15 milhões. Na sequência estão Podemos (R$ 59,6 milhões), União Brasil (R$ 50 milhões), MDB (R$ 47 milhões), PSDB (R$ 14,5 milhões), PSB (R$ 14 milhões) e PP, com aproximadamente R$ 1,2 milhão aplicados.
Em Maceió, durante a gestão do prefeito JHC (PL), o Instituto de Previdência do Município (Iprev), responsável pela gestão dos recursos de aposentadorias e pensões dos servidores municipais, depositou R$ 117 milhões no Banco Master, sem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que resultou na perda do dinheiro com a falência do banco.
Caso Master
O Banco Master foi alvo, em novembro, da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que revelou um esquema fraudulento de emissão de títulos de crédito falsos por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso e é investigado por crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, entre outros.
A PGR afirmou ao STF que há indícios consistentes de que o Banco Master teria utilizado “vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização” para desviar bilhões de reais em benefício de seus controladores, especialmente o empresário Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele.
Segundo investigação da PF, o Banco Master captava recursos no mercado por meio da emissão de CDBs e os direcionava a fundos dos quais ele próprio era cotista único. Esses fundos, por sua vez, adquiriam notas comerciais e direitos creditórios de empresas vinculadas a sócios do banco ou a pessoas próximas, sem lastro econômico real.















