Redação
Calote, falta de repasses para Secretarias, não pagamento de fornecedores, compromissos políticos descumpridos e escândalo do Banco Master junto ao Iprev são alguns dos motivos que devem levar à exoneração do supersecretário de Finanças, João Felipe Borges, da gestão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PL).
Fornecedores da Prefeitura de Maceió têm procurado a imprensa local para relatar longos atrasos nos pagamentos de serviços já realizados. Segundo os prestadores, ao questionarem o secretário sobre o dinheiro, a resposta é sempre a mesma: “não tem previsão”.
As decisões tomadas por João Felipe, a mando do prefeito JHC, têm afetado até os próprios aliados, que trabalham em Secretarias Municipais com acúmulo de dívidas e dependem da liberação de pagamentos autorizados exclusivamente pelo secretário.
Os registros de calotes da gestão JHC não são de agora. A primeira denúncia pública aconteceu em dezembro de 2023, quando o fundador e diretor executivo do Trakto Show, Paulo Trakto, usou suas redes sociais para revelar que a administração municipal não havia pago sua parte no evento.
E não para por aí. JHC também foi acusado de calote após prestadores de serviço da Secretaria de Saúde cobrarem, em nota, meses de salários atrasados. Em seguida, os forrozeiros que se apresentaram nas festas de São João de 2023 revelaram longos atrasos no pagamento pelo trabalho.
Além disso, a imprensa da capital – emissoras de TV, rádios, portais de notícias e jornais impressos – também denuncia desrespeito e inadimplência por parte da gestão JHC, que mantém silêncio quanto às dívidas pelos serviços prestados à prefeitura.
Em novembro de 2025, veio a público que a gestão JHC aplicou um novo calote, desta vez em aposentados e pensionistas do Iprev Maceió, que tiveram mais de R$ 100 milhões perdidos em investimentos no Banco Master. A instituição financeira, envolvida em fraudes bancárias, teve falência decretada pelo Banco Central.
Recentemente, no dia 5 de janeiro, clubes do Campeonato Alagoano também denunciaram a prefeitura e emitiram uma nota oficial cobrando o patrocínio da disputa do Estadual de 2025. ASA, CSE, Coruripe e Penedense questionaram a falta de pagamento do patrocínio master da competição.















