Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
23 de março de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
23 de março de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Fantástico traz detalhes da máfia dos concursos

23 de março de 2026
0
Fantástico traz detalhes da máfia dos concursos

Foto: Reprodução/TV Globo

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

A investigação que desmontou uma quadrilha especializada em fraudar diversos concursos públicos foi revelada com exclusividade pelo Fantástico neste domingo (22).

Um dos personagens centrais do esquema é Waldir Luiz de Araújo Gomes, conhecido como “Mister M”. Ele trabalhava na Cesgranrio, organizadora do CNU e, depois, entrou no Tribunal Regional da Paraíba. Segundo a PF, ele teve acesso antecipado às provas e explicava como violar os envelopes sem deixar vestígios.

“O lacre é fácil demais, tanto romper e botar de novo”, disse em um dos áudios vazados.

Além da abertura indevida dos pacotes de provas, a PF identificou o uso de pontos eletrônicos, fotografias de cadernos de questões e até a atuação de pessoas contratadas para fazer provas no lugar dos candidatos inscritos.

A Polícia Federal afirma que os valores cobrados variavam conforme o cargo. Para funções mais altas, como auditor fiscal, o preço podia chegar a R$ 500 mil.

Investigações

A investigação começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba. Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais.

No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. Em uma conversa, o irmão de Wanderlan detalha a necessidade de subornar vigilantes, desligar câmeras e até usar um “boneco” — alguém pago para fazer a prova no lugar do candidato.

Horas antes da prova para auditor fiscal, Larissa enviou mensagens para o pai cobrando as respostas. A investigação aponta que, antes mesmo do início do exame, ela já tinha recebido o tema da redação e o gabarito.

As investigações também identificaram Thyago José de Andrade como chefe da organização criminosa. Ele seria responsável por cooptar funcionários de instituições organizadoras de concursos em todo o Brasil. Além do CNU, o grupo atuava em seleções para tribunais, bancos federais e universidades.

Mensagens interceptadas mostram negociações que envolviam centenas de milhares de reais. Em um dos áudios, Wanderlan fala sobre uma dívida de 400 mil reais a Thyago por um serviço prestado a um candidato.

Segundo a PF, alguns beneficiados não tinham condições de pagar à vista e faziam acordos, incluindo parcelamentos e entrega de bens como carros e viagens.

Avanço das investigações

A investigação avançou após a delação de Thyago e da namorada dele, Laís Giselly Nunes de Araújo. A partir daí, surgiram novos nomes, entre eles o do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento.

De acordo com a Polícia Federal, Thyago afirmou que foi obrigado a trabalhar para o delegado, fraudando concursos para pessoas indicadas por ele. A PF também aponta que a esposa de Gustavo, Aially Xavier, tentou usar um ponto eletrônico em uma prova para delegado, mas o equipamento não funcionou.

Outro nome citado é o de um investigador da Polícia Civil de Alagoas e vereador em Arapiraca, que, segundo a PF, também participava do esquema: Ramon Isidoro Alves.

Na última semana, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão em Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Dois professores suspeitos de resolver provas para candidatos foram presos. O delegado-geral de Alagoas foi alvo de busca e apreensão.

Outro caso investigado é o de uma candidata, Larissa Saraiva Alencar, que ficou em primeiro lugar no concurso para auditora fiscal do trabalho. Segundo a PF, o marido dela, delegado em Pernambuco, teria pago pela sua aprovação. Ela continua trabalhando como auditora.

As defesas dos investigados Antônio Limeira das Neves e Larissa de Oliveira Neves negam as acusações ou afirmam que ainda não há denúncia formal. Thyago José e Laís dizem que não fazem parte de nenhuma organização criminosa e que são inocentes.

A fundação responsável pela organização do concurso diz que também é vítima das fraudes.

Os outros não conversaram com a reportagem. Os investigados podem responder por crimes como fraude em concurso público, organização criminosa e concussão.

/G1 com Fantástico

Você também pode gostar desses conteúdos

Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa em Alagoas
Sem categoria

Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa em Alagoas

por Redação
23 de março de 2026
Sine Alagoas oferece mais de 2 mil vagas de emprego esta semana
Sem categoria

Sine Alagoas oferece mais de 2 mil vagas de emprego esta semana

por Redação
23 de março de 2026
PL destitui JHC da presidência do partido em Alagoas
Sem categoria

PL destitui JHC da presidência do partido em Alagoas

por Redação
23 de março de 2026
Governo de Alagoas autoriza construção da segunda Creche Cria em Palmeira dos Índios
Sem categoria

Governo de Alagoas autoriza construção da segunda Creche Cria em Palmeira dos Índios

por Redação
21 de março de 2026
Com o lema “Alagoas forte” e importantes apoiadores, Lira lança pré-candidatura
Sem categoria

Com o lema “Alagoas forte” e importantes apoiadores, Lira lança pré-candidatura

por Redação
20 de março de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa em Alagoas

Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa em Alagoas

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

CNDH realiza missão em Alagoas para acompanhar vítimas da Braskem

23 de março de 2026
Geral

Vigilância Sanitária interdita comércio de quentinhas na Ponta da Terra

23 de março de 2026
Política

PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

23 de março de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.