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Artigo: Por que a política tradicional teme Teca Nelma na Assembleia Legislativa?

9 de abril de 2026
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Artigo: Por que a política tradicional teme Teca Nelma na Assembleia Legislativa?

Reprodução

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Por Caio Lima

Ricardo Mota, jornalista amplamente conhecido em Alagoas, publicou em seu blog uma matéria com uma alta dose de determinismo, afirmando que foram “praticamente tiradas” as chances de Teca Nelma de chegar à Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.

Para justificar a afirmativa que, na verdade, é um exercício de adivinhação, Ricardo Mota diz que o motivo desse negativismo seriam as novas adesões ao PT. Para deixar claro ao leitor, embora o jornalista não tenha citado, ele se refere às recentes filiações dos deputados Marcos Barbosa e Breno Albuquerque. Sim, é quase uma ficção, mas estamos falando da política alagoana: Marcos Barbosa e Breno Albuquerque vestem agora as cores vermelhas do Partido dos Trabalhadores.

Ato contínuo, Mota reconhece que Teca Nelma seria uma candidata “fortíssima” à segunda vaga no PT, considerando, mesmo que nas entrelinhas, que Ronaldo Medeiros (presidente da legenda e deputado estadual) seria o detentor da primeira vaga. Porém, com as já citadas novas adesões, Teca teria suas chances reduzidas à zero. Ou “praticamente”.

Por que? 

Para Ricardo Mota, Teca Nelma “não toma pé” na seara dos redutos.

Vamos traduzir, pois Mota, com seu estilo já bastante conhecido, pode ser enigmático, o que não cabe a mim.

Redutos, como termo utilizado na matéria aqui comentada, é, na verdade, um eufemismo para o velho conhecido “voto de cabresto”, que são aqueles votos que chegam através de lideranças e interlocutores que exploram a fragilidade das pessoas mais vulneráveis Alagoas adentro, que trocam seus votos por ganhos imediatos. E quem há de julgar aqueles que, mal ou pouco, quase não têm o que comer?

E como dizer que não é verdade? Sim, Teca Nelma não compete nessa seara, porque não a pratica. Há outras formas de conquistar o eleitor. E a mulher mais votada de Alagoas nas eleições de 2024 sabe bem disso.

E de onde vem, portanto, o determinismo de Ricardo Mota? 

De si, claro, experiente que é. Mas, especulo que vem, também, de uma narrativa que está bem enraizada em Alagoas, visão esta que interessa à política tradicional: clientelista e fisiológica. Qual seja: não é possível se eleger sem os tais “redutos”.

Porém, essa visão, vez ou outra, costuma não prever certos fenômenos. Parafraseando Garrincha: é preciso combinar com o povo.

Nos bastidores é perceptível que os representantes desta “política tradicional” não querem Teca Nelma na Assembleia Legislativa, que é bem controlada por um silêncio voraz. Porque Teca Nelma não se submete e sabe ser independente. Já demonstrou isso na Câmara Municipal.

Vão tentar, portanto, tirá-la do jogo na véspera, ao menos tentar desestabilizar a opinião pública. Voltando aos redutos, seja este talvez o maior reduto da Teca: a opinião pública, pois suas pautas conversam e sua atuação defende, durante o ano todo, aqueles que serão procurados pela “política tradicional”: os mais vulneráveis, os trabalhadores, os esquecidos durantes os demais anos de mandato.

Nesse reduto da opinião pública, Teca tem demonstrado uma força enorme. É, sim, uma candidata muito competitiva.

Há uma força que a política e a intelectualidade costumam desprezar. Invoco novamente Garrincha: é preciso combinar com o povo.

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