Redação
O ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), ingressou com uma queixa-crime na Justiça contra a advogada Adriana Mangabeira Wanderley por comentários publicados nas redes sociais que relacionam o gestor ao Banco Master, investigado por fraude contra o sistema bancário.
De acordo com o processo, a ação foi protocolada com base nos crimes de calúnia e difamação. A defesa do então prefeito sustenta que a advogada teria feito acusações falsas em comentários publicados no perfil da Folha de Alagoas no Instagram, no dia 31 de março de 2026.
Segundo a queixa, a advogada teria afirmado que JHC seria amigo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, onde foram investidos R$ 97 milhões do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev Maceió). O documento também aponta que ela teria acusado o ex-prefeito de realizar campanhas para a tia e ministra do STJ, Marluce Caldas, em aeronaves do empresário.
A defesa de JHC afirma que as declarações são inverídicas, sensacionalistas e têm a intenção de difamar o ex-gestor. O texto também sustenta que o Iprev Maceió possui autonomia administrativa e que decisões de investimento não são de responsabilidade direta do chefe do Executivo.
Na ação, o ex-prefeito solicita a remoção dos comentários da plataforma e a proibição de novas publicações com conteúdo semelhante, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Além disso, foi manifestado desinteresse na realização de audiência de conciliação.
Mordaça
A advogada Adriana Mangabeira Wanderley já havia sido alvo de outra ação movida por JHC por comentários nas redes sociais sobre o mesmo caso. Na ocasião, a defesa do então prefeito também alegou acusações falsas em uma publicação feita no Instagram, em 3 de abril de 2026.
Além dela, JHC ingressou recentemente com ação judicial contra a rádio Jovem Pan News Alagoas para excluir matérias sobre a aplicação milionária do Iprev Maceió no Banco Master. Com a decisão, a emissora ficou proibida de publicar conteúdos que citem o nome do prefeito no caso.
A jornalista Bleine Oliveira, os jornais Folha de Alagoas e Tribuna do Sertão, além do coletivo Bancada Negra de Maceió, também foram alvos de ações judiciais que determinaram a suspensão de matérias que relacionam JHC ao Banco Master.















