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Teca Nelma realiza audiência pública para reivindicar diagnóstico precoce e tratamento adequado de câncer em Maceió

9 de junho de 2026
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Teca Nelma realiza audiência pública para reivindicar diagnóstico precoce e tratamento adequado de câncer em Maceió

Assessoria

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A Câmara Municipal de Maceió realizou, nesta segunda-feira (8), uma audiência pública para discutir o enfrentamento ao câncer de cabeça e pescoço. A iniciativa, proposta pela vereadora Teca Nelma, reuniu especialistas, pacientes, familiares e representantes da sociedade civil para debater estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação da doença.

Durante o encontro, foram discutidos os desafios enfrentados por pacientes desde a identificação dos primeiros sintomas até o acesso ao tratamento especializado, além da importância de ampliar as ações de conscientização sobre a doença. A vereadora destacou a importância de aproximar a sociedade, a ciência e o poder público na construção de soluções para os desafios enfrentados pelos pacientes.

“A Câmara Municipal é a casa do povo e precisa ser um espaço onde a sociedade, a ciência, os profissionais de saúde, os pacientes e seus familiares possam se encontrar para construir caminhos e soluções. São iniciativas como essa, que unem ciência, educação e o Sistema Único de Saúde, que fazem renovar a nossa esperança de que é possível salvar vidas por meio do conhecimento e da inovação”, afirmou Teca.

Idealizadora da audiência pública, a médica estomatologista e professora do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac), Sônia Ferreira Bastos, ressaltou a importância do debate para dar visibilidade ao tema. “Esse encontro é o cumprimento de uma promessa que a Teca fez para a gente durante o Julho Verde do ano passado. Eu estou muito feliz e muito honrada em participar desse debate, que é urgente”, disse.

Para Teca Nelma, a audiência também teve um significado pessoal. “Acompanhei a luta da minha mãe, Tereza Nelma, que enfrentou diferentes tipos de câncer ao longo da vida e transformou essa experiência em acolhimento e cuidado com outras pessoas ao criar a Casa Rosa, uma iniciativa que já acolheu milhares de mulheres e homens com câncer em Alagoas com tratamento 100% gratuito”.

Alagoas deve registrar mais de 500 casos da doença em 2026

Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Alagoas deve registrar 520 novos casos de câncer de cabeça e pescoço em 2026, sendo cerca de 160 em Maceió. A doença engloba tumores que atingem regiões como boca, laringe, faringe e tireoide.

“A doença muitas vezes começa com umas feridinhas na boca que o paciente não dá importância e, quando ele busca tratamento, já está muito avançado. Ao menos uma vez por semana eu atendo paciente assim. Depois, ainda demora para que os pacientes sejam inseridos no sistema de saúde. O diagnóstico é tardio, a mutilação é frequente e o custo para o Estado é elevado”, lamenta.

A doença está associada a hábitos como o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV. Entre os sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, nódulos no pescoço, dificuldade para engolir e perda de peso sem causa aparente.

No caso de Carmen Penha, uma das pacientes que participou da audiência, tudo começou com uma pequena ferida na boca.

“Eu percebi uma ferida na boca. No início eu achei que não estava escovando os dentes direito e que tinha ficado algum resto de alimento. Depois de um tempo eu olhei e estava com aquela massa branca, como uma verruga. Depois ficou aquela carne crescida, mas não doía e nem sangrava. E eu achei que ia sumir, que ia desaparecer. Veio a pandemia, que paralisou tudo. Eu fiquei a pandemia inteira com essa carne crescida”, relatou.

Após a confirmação da doença, Carmen relatou a demora para a realização da cirurgia e contou que também enfrentou dificuldades relacionadas ao tratamento e reabilitação. “Senti falta de fonoaudióloga, de nutricionista, de psicólogo”, afirmou.

Segundo a fonoaudióloga Ana Paula Cajazeiras, fonoaudióloga e professora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), o acompanhamento multiprofissional é fundamental para a recuperação e qualidade de vida dos pacientes. “O que falta para a gente sobreviver com dignidade é diagnóstico oportuno, tratamento adequado e reabilitação garantida”, afirmou.

/Assessoria

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