O novo Plano Diretor foi novamente tema de um encontro na Câmara Municipal de Maceió. Nesta segunda-feira (15), vereadores assistiram a uma apresentação do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) e puderam tirar dúvidas sobre a legislação.
De acordo com o secretário-presidente do Iplam, Alessandro Lemos, um dos grandes objetivos do Plano é fazer de Maceió uma cidade compacta e funcional, estimulando a criação de empreendimentos e dando finalidades a imóveis abandonados nos bairros que já têm alto índice de construções.
Para orientar os vereadores, a diretora técnica do Iplam, Paula Rangel, indicou quais são esses bairros, e eles estão localizados nas chamadas ZACs, ou Zonas de Adensamento Controlado, que engloba boa parte da orla marítima, Farol, Jacintinho, Cruz Das Almas e segue em direção à parte alta, até Santa Lúcia e Antares.
Outras áreas também podem ser ocupadas, mas com regras diferentes. O Centro e Jaraguá, por exemplo, são Zonas Especiais de Preservação Cultural, e foram as regiões mais citadas na reunião, devido ao interesse tanto da Prefeitura como da Câmara em revitalizar o espaço.
Para o presidente da Casa, vereador Chico Filho, a revitalização deve ocorrer a partir do incentivo a novos empreendimentos residenciais. Ele citou a necessidade de garantir a preservação cultural e histórica do Centro, mas reforçou a preocupação com o abandono do bairro.
“Quando surgiu essa discussão sobre o novo Plano Diretor, surgiu a esperança de trazer vida de volta pro Centro. Me preocupa a forma como fazer isso, tentando preservar ao máximo, mas sem travar. Vamos analisar com calma, fazer visitas, discutir áreas menores, em vez de discutir o bairro como um todo, e ver como isso será possível”, afirmou.
O secretário Alessandro Lemos destacou que a realidade ideal é criar bairros autossuficientes, ou seja, que possuam infraestrutura de residências e comércio para que as pessoas se desloquem o mínimo possível no dia a dia. “Os bairros autossuficientes são necessários para que a cidade não colapse. É sempre interessante ver outras cidades onde isso já acontece, mas pensando que tipo de cidade a gente quer”, disse.
O vereador Allan Pierre também demonstrou preocupação com a ocupação do Litoral Norte e tirou dúvidas sobre as normas definidas para a parte alta, partindo do Benedito Bentes para a área rural da cidade.
“Entendo que é necessário que a Prefeitura possa apresentar um plano robusto de desenvolvimento sobre o Litoral Norte, no que se refere à mobilidade, saneamento e construções de interesse social. Também discutimos o planejamento para a parte alta, analisando as possibilidades para o desenvolvimento na região do aeroporto e do Benedito Bentes”.
Também estiveram presentes os vereadores Milton Ronalsa e Silvio Camelo Filho. O encontro marca o início das discussões sobre o Plano Diretor na Câmara, que será debatido também em audiências públicas. Atualmente, o texto está sob a análise da Comissão de Constituição e Justiça.
/Dicom CMM














