O Instituto Terra Firme, presidido por Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, autorizada nesta quinta-feira (18) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A PF (Polícia Federal) cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da instituição, localizada em Salvador.
De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do STF, o instituto aparece como empresa vinculada ao núcleo de Augusto Ferreira Lima – ex-sócio de Daniel Vorcaro e preso preventivamente na 1ª fase da operação, realizada em novembro de 2025.
Atualmente, Augusto Lima é casado com Flávia Peres.
No documento, o magistrado afirma que uma secretária vinculada ao Terra Firme teria encaminhado fotografia de embalagens de empório “contendo bilhetes manuscritos com inscrições destinadas” a Jaques Wagner (líder do governo no Senado) e a Guilherme Sodré – pai do enteado do parlamentar e apontado pela investigação como “pessoa próxima e de confiança de Jaques Wagner” . Na avaliação dos investigadores, este fato evidencia “o trânsito de presentes de elevado valor entre os núcleos investigados“.
Além disso, o Terra Firme também foi citado por conta de vínculo profissional com Andréa Lima Novaes, diretora da PKL One Participações S.A e prima de Augusto Lima.
Segundo a investigação, Andréa figuraria em estruturas empresariais de Augusto Lima, “indicando possível utilização de pessoa de confiança para exercício formal de gestão sob controle fatíco de terceiro”.
A relação de Andréa com o Instituto de Flávia reforça “a necessidade de obtenção de documentos e registros que esclareçam o papel da pessoa jurídica no conjunto de relações empresariais, financeiras e operacionais ligadas” a Augusto Lima, escreveu o magistrado no documento.
/CNN Brasil















