Redação
O desembargador Leo Dennisson Bezerra de Almeida, que assinou a decisão liminar obrigando o jornal Folha de Alagoas a excluir matérias que abordam as ações movidas pela federação PSDB/Cidadania e pelo ex-prefeito de Maceió, JHC, já foi afastado do cargo acusado de negociar propina para venda de sentenças.
Em 2016, o plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento de Leo Dennisson por suspeita de práticas criminosas. Segundo a relatora do caso, a corregedora Nancy Andrighi, o magistrado havia solicitado R$ 200 mil para decidir pela soltura de um preso.
Além disso, o magistrado teria recebido cerca de R$ 50 mil para beneficiar o então prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus. A acusação de venda de sentença envolve o caso do assassinato do advogado Marcos André, crime ocorrido em março de 2014, na Praia do Francês.
Leo Dennisson foi denunciado pelo casal Sérgio e Janadaris Sfredo, acusados à época de participação no assassinato. Atualmente, apenas Janadaris Sfredo responde ao processo.
Em 2017, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) chegou a pedir a prisão de Leo Dennisson e também o denunciou pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. O magistrado permaneceu afastado do cargo por seis anos, mas voltou em 2023 após decisões judiciais.
O CNJ absolveu o magistrado em agosto de 2023, seguindo o parecer da relatora do caso, então conselheira Jane Granzoto, que, durante a leitura do voto, informou que o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) havia anulado todas as provas contra o magistrado.
As provas, levantadas pela Polícia Federal (PF), foram anuladas sob a alegação de terem sido coletadas de forma ilícita.














