Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
21 de outubro de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
21 de outubro de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Justiça investiga São João de JHC por suposto dano aos cofres públicos

15 de julho de 2026
0
Justiça investiga São João de JHC por suposto dano aos cofres públicos

Reprodução

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Redação

A Justiça de Alagoas determinou o início imediato de uma perícia contábil e econômica destinada a investigar se os gastos realizados pela Prefeitura de Maceió com o São João de 2023 causaram prejuízo aos cofres públicos ou se, como sustenta a gestão municipal, produziram benefícios econômicos capazes de justificar o investimento milionário.

A apuração ocorre dentro da ação popular de número 0729427-64.2023.8.02.0001, ajuizada pelo deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, e pelo deputado estadual José Ronaldo Medeiros, juntamente com Ricardo Sérgio Barbosa de Oliveira e José Marcelo do Nascimento. A ação tem como réus o então prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, e o ex-presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural, João Hugo Vergetti Lyra.

Em despacho de 6 de julho de 2026, o juiz Léo Dennisson Bezerra de Almeida, da 32ª Vara Cível da Capital/Fazenda Municipal, determinou que o perito iniciasse imediatamente os trabalhos, depois da apresentação dos quesitos pelas partes e da juntada dos documentos solicitados pelo Ministério Público.

Ação aponta cachês milionários

Na petição inicial, os autores afirmam que as contratações artísticas do evento em 2023 então denominado “Maceió é Massa” ultrapassaram R$ 5 milhões. A ação sustenta que houve possível desvio de finalidade, ofensa à moralidade administrativa e utilização desproporcional de recursos públicos, em uma cidade que ainda enfrenta deficiências em áreas essenciais.

Entre os exemplos apresentados estão os cachês de R$ 980 mil para Gusttavo Lima e de R$ 700 mil para Wesley Safadão. A relação exemplificativa inicialmente reunida pelos autores somava R$ 3,74 milhões, valor atribuído à causa, mas a própria petição registra que o universo das contratações seria mais amplo e ultrapassaria R$ 5 milhões.

Os autores também questionam a prioridade concedida a atrações nacionais e alegam que artistas locais foram preteridos. Ao final, pedem que sejam devolvidos aos cofres municipais os valores eventualmente considerados gastos sem motivação, sem critérios objetivos ou sem retorno cultural e econômico para Maceió.

Na réplica, os autores reafirmam que o dano ao erário estaria materializado no pagamento de cachês considerados exorbitantes e incompatíveis com as necessidades da população. Segundo a manifestação, os mais de R$ 5 milhões poderiam ter sido destinados a áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Prefeitura usa suposto estudo milionário como defesa

As defesas de JHC, João Hugo Lyra e do Município negam irregularidade. Sustentam que as contratações observaram a legislação, que os valores eram compatíveis com o mercado artístico e que o evento movimentou setores como hotelaria, comércio, transporte, alimentação e turismo.

O principal argumento da Prefeitura é um suposto estudo segundo o qual o São João teria movimentado aproximadamente R$ 351 milhões, sendo R$ 289 milhões em impacto direto e R$ 62 milhões em efeitos indiretos.

Entretanto, o valor de R$ 351 milhões não representa dinheiro que teria ingressado nos cofres municipais. Trata-se de uma estimativa de circulação financeira na economia local. A própria Prefeitura, em manifestação posterior, afirmou que o evento não foi concebido com o objetivo primário de elevar a arrecadação tributária e que o aumento dos tributos seria apenas um efeito secundário da política cultural e turística.

A fragilidade central apontada no processo é que esse estudo foi produzido pelo próprio Município. Ao determinar a perícia, o juiz observou expressamente que se trata de documento elaborado unilateralmente e que seus dados precisam ser submetidos a uma verificação técnica independente.

Arrecadação caiu no mês do evento

Por determinação judicial, a Prefeitura apresentou os seguintes valores de arrecadação de impostos, taxas e contribuições de melhoria:
• Abril de 2023: R$ 92,50 milhões;
• Maio de 2023: R$ 80,72 milhões;
• Junho de 2023: R$ 75,99 milhões;
• Julho de 2023: R$ 78,12 milhões;
• Agosto de 2023: R$ 87,72 milhões.

Os próprios números municipais mostram que, em junho, mês central das festividades, a arrecadação foi aproximadamente R$ 4,73 milhões menor que em maio e R$ 16,51 milhões inferior à registrada em abril.
Em julho, a arrecadação cresceu apenas R$ 2,13 milhões em comparação com junho. Essa recuperação mensal, tomada isoladamente, é inferior aos mais de R$ 5 milhões em cachês apontados na ação. Mesmo em agosto, a arrecadação permaneceu abaixo daquela registrada em abril.

Esses dados não permitem concluir automaticamente que o São João provocou prejuízo, porque a arrecadação mensal sofre influência de fatores econômicos, tributários e sazonais. Mas também não servem, até agora, para confirmar a afirmação de que o evento gerou arrecadação adicional superior ao dinheiro público desembolsado.

Em outras palavras: a Prefeitura apresentou o total arrecadado em cada mês, mas ainda precisa demonstrar quanto desse dinheiro decorreu efetivamente das festividades e se o ingresso adicional de recursos públicos compensou os gastos com artistas, estrutura, publicidade, segurança, logística e demais despesas do evento.

Ministério Público pediu investigação técnica

O Ministério Público Estadual considerou que o ponto central da ação é justamente a possível existência de dano ao patrimônio público decorrente do investimento elevado em festividades.

A promotora Fernanda Maria Moreira de Almeida Lôbo opinou pela exigência de demonstrativos da arrecadação tributária adicional e pela nomeação de perito especializado para verificar a alegada movimentação de R$ 351 milhões e sua efetiva vantagem para o Município.

O Ministério Público ressaltou que o estudo econômico foi elaborado exclusivamente pela própria Prefeitura e que seria inadequado encerrar o processo sem permitir a produção de provas independentes.

Perito avaliará possível dano aos cofres públicos

Na decisão de saneamento, a Justiça estabeleceu como questões controvertidas:
• a eventual existência de dano ao patrimônio público;
• a veracidade e a consistência do estudo de impacto econômico;
• o efetivo impacto financeiro e tributário do evento;
• a proporcionalidade entre o dinheiro investido e os benefícios alegadamente obtidos;
• a existência de retorno financeiro, social e cultural capaz de justificar o gasto.

O contador Marcos Henrique de Araújo Medeiros foi nomeado como perito judicial. O profissional estimou a necessidade de 180 horas de trabalho e apresentou proposta de honorários de R$ 66,6 mil. O prazo anteriormente estabelecido para conclusão do laudo foi de 60 dias, contado do início do exame.

A perícia deverá separar aquilo que foi apenas movimentação econômica privada — dinheiro gasto em hotéis, restaurantes e comércio — daquilo que efetivamente retornou aos cofres públicos municipais. Também deverá verificar o custo total do evento, e não apenas os cachês destacados pelos autores.

Ainda não existe sentença reconhecendo ilegalidade, desvio de finalidade ou obrigação de ressarcimento. As acusações são contestadas pelos réus. O fato relevante, porém, é que a Justiça considerou insuficientes os elementos existentes e determinou uma investigação técnica independente para descobrir se o São João milionário representou investimento público vantajoso ou prejuízo bancado pelos contribuintes de Maceió.

Você também pode gostar desses conteúdos

Lula envia PEC da tarifa zero e sanciona pacote para MEIs nesta quarta
Política

Lula envia PEC da tarifa zero e sanciona pacote para MEIs nesta quarta

por Redação
21 de outubro de 2026
Os trackings pós-debate
Política

Os trackings pós-debate

por Redação
20 de outubro de 2026
MPT registra 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro
Política

MPT registra 674 denúncias de assédio eleitoral em outubro

por Redação
20 de outubro de 2026
Local de votação ainda pode mudar; consulte de novo antes de ir à urna
Política

Local de votação ainda pode mudar; consulte de novo antes de ir à urna

por Redação
20 de outubro de 2026
Em nova pesquisa, Lula consolida virada sobre Flávio Bolsonaro
Política

Em nova pesquisa, Lula consolida virada sobre Flávio Bolsonaro

por Redação
20 de outubro de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
EUA oficializam imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

EUA oficializam imposição de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

9 de setembro de 2026
Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Sem categoria

Confira na Folha de Alagoas o WhatsApp completo de Daniel Vorcaro

21 de outubro de 2026
Sem categoria

Casal suspeito de matar homem e mulher em Alagoas é preso no Rio de Janeiro

21 de outubro de 2026
Política

Lula envia PEC da tarifa zero e sanciona pacote para MEIs nesta quarta

21 de outubro de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.