Redação
O Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió (Iprev Maceió) segue em silêncio sobre a aplicação de cerca de R$ 117 milhões em letras financeiras do Banco Master, realizada durante a gestão do então prefeito João Henrique Caldas (JHC).
Questionado pela Folha de Alagoas na última sexta-feira (17) sobre a colaboração com os órgãos de controle diante das investigações relacionadas ao investimento, o instituto informou que não possui assessoria de imprensa para responder às perguntas e não apresentou esclarecimentos sobre o caso.
Órgãos de controle e instituições públicas, como a Polícia Federal, os Ministérios Públicos, o Senado Federal e a Câmara Municipal de Maceió, já solicitaram investigações sobre o investimento milionário.
A aplicação dos recursos previdenciários do Iprev ocorreu durante a gestão de JHC e envolveu títulos emitidos pelo Banco Master. O dinheiro aplicado pelo instituto não contava com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Em novembro de 2025, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) após a identificação de possíveis crimes financeiros. Antes da liquidação, o banco havia recebido recursos de institutos de previdência estaduais e municipais de todo o país.
A Polícia Federal investiga a suspeita de pagamento de propina por parte do Banco Master a gestores dos fundos de previdência em troca das aplicações milionárias.















