A federação PSDB-Cidadania oficializou nesta segunda-feira (20), em convenção estadual, o lançamento da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes para o governo do Ceará. O bloco também confirmou sua nominata para as eleições proporcionais, com 23 candidatos à Câmara dos Deputados e 45 para a Assembleia Legislativa do Estado.
A cerimônia de lançamento da campanha de Ciro ficou agendada para o dia 1ª de agosto, em Fortaleza. O candidato aparece nas últimas pesquisas eleitorais cearenses como principal nome de oposição ao atual governador Elmano de Freitas (PT). Levantamento do instituto Real Time Big Data publicado no último dia 15 apontou 44% de intenções de voto em primeiro turno ao petista, e 40% ao tucano.
“Eu estou mais do que entusiasmado, eu estou compenetrado da grave responsabilidade que as senhoras e os senhores colocam sobre as minhas mãos. Não sei se estou preparado, mas estou entusiasmado de levar essa bandeira à vitória”, disse Ciro Gomes ao ter sua candidatura endossada.
A definição dos demais membros de sua chapa majoritária ficou pendente, dependendo dos resultados das convenções dos demais partidos de sua coligação. O preferido para ser seu vice é o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, da federação PP-União Brasil, que realizará sua convenção estadual no domingo (26). Também está cotado para compor a chapa o ex-deputado Capitão Wagner, devendo ocupar uma das cadeiras ao Senado.
Pivô de crise
Além da federação PP-União, Ciro conta em sua coligação com apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Planalto. A aliança estadual com o PSDB provocou um racha entre as lideranças nacionais da sigla.
O diretório do PL no Ceará é presidido pelo deputado André Fernandes (PL-CE), favorável à coligação com Ciro Gomes. Seu plano é lançar o pai, deputado estadual Alcides Fernandes, como candidato ao Senado pela chapa. O dirigente contou com apoio de Flávio Bolsonaro.
A proposta recebeu resistência da ex-presidente do PL Mulher e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defende a formação de uma chapa com o senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo, incluindo também vereadora Priscila Costa na disputa ao Senado.
O embate sobre a chapa cearense chegou ao ápice em junho, quando Michelle publicou um vídeo no qual relatou ter sido alvo de ataques por parte de aliados do enteado e de tentativas de enfraquecer sua atuação dentro do próprio partido. Flávio tentou desescalar a crise sem sucesso, até que a ex-primeira-dama renunciou ao cargo no PL Mulher.
A convenção estadual do PL do Ceará está agendada para a quarta-feira (22). Nela, o partido deverá decidir se mantém ou se abre mão da aliança com Ciro Gomes.
/Congresso em Foco















