Redação
O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, encaminhou à Câmara Municipal quatro solicitações de empréstimos que somam mais de R$ 520 milhões. O valor, segundo a gestão municipal, seria destinado a investimentos em infraestrutura, tecnologia e sustentabilidade. Os pedidos foram publicados no Diário Oficial Eletrônico do Município nesta terça-feira (21).
As solicitações foram enviadas ao presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Filho, para aprovação dos vereadores. Os empréstimos são: R$ 97.235.769,26 no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); R$ 29.820.000,00 na Caixa Econômica Federal; US$ 48 milhões (cerca de R$ 243,8 milhões) no Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF); e mais R$ 150 milhões no BNDES.
O pedido tem gerado críticas entre parlamentares. A vereadora Teca Nelma reprovou a proposta e afirmou que a aprovação de novos empréstimos aumentará o endividamento do município. “Esses novos empréstimos se somam aos quase R$ 2,5 bilhões em operações de crédito autorizadas nos últimos anos pela gestão de JHC”, afirmou.
“Essa é uma dívida que sobra para a população de hoje e para as próximas gerações. O futuro de Maceió não pode ser hipotecado sem que a cidade saiba exatamente quanto vai pagar e o que vai receber em troca. Prefeito, fazer empréstimos sem planejamento não é massa”, completou.
A discussão ocorre em meio à crise na coleta de lixo da capital por falta de pagamento. A Defensoria Pública do Estado de Alagoas ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Maceió para cobrar a regularização de uma dívida superior a R$ 50,8 milhões com as empresas Via Ambiental e Naturalle.
De acordo com a ação, a dívida é resultado de faturas em atraso, reajustes contratuais e compensações financeiras pendentes desde 2023. A Defensoria afirma que os débitos começaram a ser acumulados durante a gestão do ex-prefeito JHC e permaneceram sem solução nos primeiros meses da administração de Rodrigo Cunha.
O processo destaca que a falta de pagamento tem afetado diretamente a operação das empresas, que enfrentam dificuldades para abastecer a frota, realizar a manutenção dos veículos, adquirir peças e cumprir compromissos com fornecedores. Como consequência, a coleta de resíduos passou a apresentar falhas em diferentes regiões da cidade.














