Isadora Noia*
Moradores da região da Praça da Faculdade, no Prado, em Maceió, denunciam uma série de transtornos provocados pela concentração de pessoas em situação de rua no entorno do local. Entre as principais reclamações estão o acúmulo de lixo, mau cheiro, consumo de bebidas alcoólicas, uso de drogas, som alto durante a noite e episódios de brigas, que, segundo os residentes, têm comprometido a segurança e a utilização dos espaços públicos.
De acordo com uma moradora, a situação se agravou após a Prefeitura passar a distribuir refeições em um imóvel localizado nas proximidades da praça. Ela afirma que não é contrária à oferta de alimentação às pessoas em situação de vulnerabilidade, mas considera que falta uma estrutura adequada para acolhê-las após a entrega das refeições.
“A alimentação é importante e deve continuar, mas não basta entregar as quentinhas e deixar as pessoas sem um local apropriado para permanecer. É preciso pensar também nos moradores da região e nas condições em que todos convivem”, afirmou.
Segundo o relato, antes da reforma da Praça da Faculdade, o grupo permanecia principalmente dentro do espaço público. Com o início das obras, eles passaram a ocupar a calçada lateral do antigo necrotério e as áreas em frente aos condomínios residenciais localizados na Avenida Amazonas.
Os moradores relatam que, diariamente, embalagens de marmitas, restos de alimentos e outros resíduos ficam espalhados pelas calçadas. Também afirmam que há forte odor provocado por urina e fezes no local, dificultando a circulação de pedestres.
Ainda conforme a denúncia, famílias deixaram de utilizar a praça e até mesmo as calçadas do entorno para passeios com crianças devido à sensação de insegurança e às condições de higiene.
Outro ponto apontado é a perturbação do sossego durante a noite. Segundo a moradora, é comum haver consumo de bebidas alcoólicas, música em volume elevado e discussões entre as pessoas que permanecem no local durante a madrugada.
Ela relata ainda que chegou a acionar a Polícia Militar solicitando reforço nas rondas da região, diante da suspeita de consumo de drogas e das frequentes ocorrências de desordem.
Como alternativa, a moradora defende que o município utilize o imóvel onde atualmente são distribuídas as refeições para oferecer um espaço organizado para alimentação, com horários definidos e estrutura adequada, evitando que as pessoas permaneçam nas calçadas após receberem os alimentos.
/Estagiária sob supervisão














