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Caso Master: Cunha segue em silêncio após operação da PF no Iprev Maceió

18 de agosto de 2026
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Caso Master: Cunha segue em silêncio após operação da PF no Iprev Maceió

Reprodução

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Redação

O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Pode), permanece em silêncio após a operação da Polícia Federal na sede do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió (Iprev Maceió), que apura investimentos financeiros do instituto no Banco Master. A ação ocorreu na última segunda-feira (10) e, até o momento, o gestor não comentou publicamente o caso.

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou oito mandados de busca e apreensão relacionados à investigação sobre os investimentos do Iprev no Banco Master. Entre os investigados está o secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, que segue no cargo.

Além de João Felipe, também são investigados Ronnie Reyner Teixeira, ex-presidente do Iprev; Gustavo Antônio Rodrigues, ex-coordenador de investimentos; Renan Foglia Calamia, dirigente da Crédito & Mercado; Marília Alexandre de Lima, integrante do núcleo de governança; e Marcelo Brasileiro Santos, do Comitê de Investimentos. Também foram alvos das medidas as sedes do Iprev e da empresa de consultoria.

Dos alvos da ação, cinco pessoas tiveram bloqueio de bens limitado a R$ 97 milhões. O STF também autorizou o recolhimento de celulares, computadores, documentos, joias, obras de arte sem comprovação de origem e valores em espécie superiores a R$ 20 mil. A decisão determinou ainda o acesso a dados armazenados em serviços de nuvem e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

A PF destaca que o processo de aplicação dos recursos do Iprev Maceió foi realizado na ausência de estudos comparativos independentes e com a aceitação de propostas apresentadas pelo banco. Ainda de acordo com a polícia, as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas e padronizadas.

Em novembro de 2025, o Banco Central (BC) determinou a liquidação do Master por suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e corrupção. Com o encerramento efetivo da instituição financeira, todos os valores investidos sem seguro foram perdidos, incluindo os recursos do Iprev Maceió.

 

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