Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
26 de agosto de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
26 de agosto de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

MPAL consegue bloqueio de aplicativo usado na exploração sexual de crianças e adolescentes

26 de agosto de 2026
0
MPAL orienta SSP a informar sobre improbidade administrativa praticada por seus agentes

Foto: Reprodução

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) adotou uma atuação estratégica e articulada para impedir que crianças e adolescentes continuassem expostos a crimes sexuais praticados por meio do aplicativo de mensagens ZANGI. A iniciativa envolveu as promotorias de Justiça das áreas criminal e cível e resultou na suspensão do funcionamento da plataforma em território nacional, além da retirada do aplicativo das lojas virtuais.

Na frente de proteção coletiva dos direitos da infância e juventude, a 44ª Promotoria de Justiça da Capital, por meio do promotor de Justiça Lucas Sachsida, atuou para garantir o cumprimento das medidas de bloqueio e impedir que o aplicativo permanecesse disponível aos usuários brasileiros.

O caso teve origem em investigação criminal conduzida pela 60ª Promotoria de Justiça da Capital, a partir de uma ocorrência envolvendo uma criança de 11 anos. Conforme apurado, um usuário identificado pelo codinome “Polkinha” utilizou a plataforma para enviar material ilícito à vítima e realizar investidas de natureza sexual.

Os crimes

Entre as condutas investigadas estavam armazenamento e disseminação de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, crimes previstos nos artigos 241-B e 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

MPAL amplia atuação para impedir acesso à plataforma

A investigação revelou uma dificuldade adicional: a estrutura do aplicativo favorecia o anonimato de seus usuários e não disponibilizava, de forma adequada, dados cadastrais e registros necessários à identificação dos responsáveis pelas condutas criminosas.

Diante desse cenário, a atuação do MPAL avançou para além da responsabilização criminal individual. A 44ª Promotoria de Justiça da Capital instaurou o Procedimento Administrativo nº 09.2026.00000732-5, com o objetivo de fiscalizar o cumprimento das normas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

O promotor Lucas Sachsida fundamentou a atuação nas regras do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), além da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do princípio constitucional da proteção integral e da prioridade absoluta conferida a crianças e adolescentes.

“Não se trata apenas de responsabilizar quem pratica o crime. É preciso também atuar para impedir que estruturas digitais sejam utilizadas como instrumentos para a violação dos direitos de crianças e adolescentes”, destacou o promotor de Justiça.

A legislação brasileira estabelece deveres de prevenção, proteção e segurança para produtos e serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes no país, ainda que as empresas responsáveis estejam sediadas no exterior.

Bloqueio nas lojas virtuais

Mesmo após a determinação judicial de suspensão do aplicativo em território nacional, o MPAL constatou que o ZANGI permanecia acessível por meio das lojas virtuais.

Diante disso, a 44ª Promotoria de Justiça expediu notificações à Apple Computer Brasil Ltda. e à Google Brasil Internet Ltda., requisitando a suspensão imediata e a indisponibilização do aplicativo no Brasil.

A medida produziu resultado. A Google Brasil e a própria plataforma ZANGI comunicaram nos autos o cumprimento da determinação, com a comprovação da suspensão e da retirada do aplicativo de sua loja virtual. 

A atuação do MPAL também alcançou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O órgão foi acionado para avaliar possíveis irregularidades e adotar, dentro de suas atribuições, as medidas fiscalizatórias e sancionatórias cabíveis em relação à plataforma e às empresas envolvidas.

Decisão judicial determinou suspensão nacional

No âmbito criminal, a 60ª Promotoria de Justiça havia requerido a quebra do sigilo telemático para tentar identificar o responsável pelos crimes praticados contra a criança. A ordem judicial, porém, não foi cumprida pela empresa responsável pelo aplicativo.

Diante do descumprimento reiterado, o Judiciário fixou multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 500 mil. Como a empresa permaneceu sem atender às determinações, a multa alcançou o teto estabelecido.

Posteriormente, a 14ª Vara Criminal da Capital determinou a suspensão temporária do ZANGI em todo o território nacional, além da adoção de providências para efetivar o bloqueio junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), provedores de internet, operadoras de telecomunicações e lojas virtuais.

Para o MPAL, o resultado demonstra a importância da atuação integrada entre diferentes áreas de defesa da sociedade.

A iniciativa da 44ª Promotoria de Justiça, conduzida por Lucas Sachsida, reforça a atuação institucional do Ministério Público na aplicação do ECA Digital e na construção de mecanismos de proteção de crianças e adolescentes diante dos novos riscos proporcionados pelo ambiente virtual: “A proteção da infância não pode ficar limitada ao mundo físico. Quando uma ferramenta tecnológica é utilizada para facilitar a exploração sexual de crianças e adolescentes, é necessário que o sistema de Justiça atue também sobre a estrutura que permite essa violação”, ressaltou Sachsida.

Com a atuação conjunta, o MPAL conseguiu alcançar resultados em diferentes frentes: multa judicial de R$ 500 mil, determinação de suspensão nacional da plataforma, retirada do aplicativo das lojas virtuais e acionamento do órgão regulador para apuração das responsabilidades administrativas.

O caso também evidencia a necessidade de que empresas de tecnologia observem as normas brasileiras de proteção infantojuvenil e adotem mecanismos efetivos para prevenir que seus serviços sejam utilizados para a prática de crimes contra crianças e adolescentes.

/Ascom MPAL

Você também pode gostar desses conteúdos

Judiciário de Alagoas funciona em regime de plantão de 16 a 21 de abril
Sem categoria

Justiça em Maceió funciona em regime de plantão nos dias 27 e 28 de agosto

por Redação
26 de agosto de 2026
Lavanderias públicas e comunitárias entram na pauta da ALE
Sem categoria

Lavanderias públicas e comunitárias entram na pauta da ALE

por Redação
26 de agosto de 2026
Lei de Inácio Loiola cria Política Estadual de Apoio ao Primeiro Estágio em Alagoas
Sem categoria

Lei de Inácio Loiola cria Política Estadual de Apoio ao Primeiro Estágio em Alagoas

por Redação
26 de agosto de 2026
Bolsonaro sente falta de nomes da coligação Alagoas Gigante: JHC, Lessa, Marina e Eudócia
Sem categoria

Bolsonaro sente falta de nomes da coligação Alagoas Gigante: JHC, Lessa, Marina e Eudócia

por Redação
26 de agosto de 2026
Senador Renan Calheiros é reconhecido pelo Prêmio Congresso em Foco
Sem categoria

Senador Renan Calheiros é reconhecido pelo Prêmio Congresso em Foco

por Redação
26 de agosto de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Senador Renan Calheiros é reconhecido pelo Prêmio Congresso em Foco

Senador Renan Calheiros é reconhecido pelo Prêmio Congresso em Foco

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Geral

Anvisa atualiza regras de segurança sanitária para aviões e aeroportos

26 de agosto de 2026
Sem categoria

Justiça em Maceió funciona em regime de plantão nos dias 27 e 28 de agosto

26 de agosto de 2026
Política

Lula reúne Motta e Alcolumbre para acertar fim da taxa das blusinhas

26 de agosto de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.