Um corte, uma perfuração ou uma queimadura podem parecer situações simples, mas alguns ferimentos podem oferecer risco de tétano. Por isso, a prevenção começa antes do acidente: manter a vacinação em dia é a principal forma de proteção contra a doença.
O tétano é uma infecção grave e potencialmente fatal, causada pela bactéria Clostridium tetani, presente no ambiente. A contaminação pode acontecer por meio de ferimentos, especialmente cortes profundos, perfurações, queimaduras e outras lesões contaminadas.
Entre 2014 e 2024, o Brasil registrou 2.385 casos confirmados de tétano acidental. Desse total, 33,2% ocorreram na Região Nordeste.
Confira sua vacinação
A vacina contra o tétano faz parte do calendário de vacinação e, para adultos com o esquema completo, o reforço é recomendado a cada 10 anos. Por isso, mesmo sem nenhum ferimento, vale conferir o cartão de vacinação e verificar quando foi realizada a última dose.
O cuidado é ainda mais importante diante do atual cenário de restrição no acesso à imunoglobulina antitetânica, utilizada, em situações específicas, para ajudar a prevenir o tétano após determinados ferimentos, especialmente quando a pessoa não está adequadamente protegida pela vacinação. Por isso, manter a vacina contra o tétano em dia continua sendo a principal forma de prevenção. A necessidade desse recurso após um ferimento depende da avaliação do profissional de saúde, do tipo de lesão e do histórico de vacinação.
Em caso de ferimento:
Lave o ferimento com água e sabão;
Retire sujeiras visíveis;
Não utilize receitas caseiras;
Procure atendimento se o ferimento for profundo, perfurante ou contaminado;
Leve seu cartão de vacinação para avaliação.
Não espere um acidente acontecer para descobrir se sua vacina está em dia. Confira seu cartão, mantenha a vacinação atualizada e faça da prevenção um hábito.
/Assessoria














