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“Não ia nem para a padaria andando”: paciente perde 15 kg acompanhado por equipe multiprofissional

18 de setembro de 2026
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“Não ia nem para a padaria andando”: paciente perde 15 kg acompanhado por equipe multiprofissional

Reprodução

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A obesidade avança em ritmo acelerado no Brasil. Segundo o Vigitel 2025, pesquisa do Ministério da Saúde divulgada em janeiro deste ano, a prevalência da doença entre adultos saltou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, um crescimento de 118% em quase duas décadas. O excesso de peso também aumentou, passando de 42,6% para 62,6% no mesmo período.

Para a nutricionista Lorena Borges, esse crescimento pode ser explicado por diferentes fatores. “Temos maior oferta e consumo de alimentos ultraprocessados, redução da atividade física, rotina mais sedentária e pouco tempo para planejamento das refeições”, diz. A profissional também reforça que questões emocionais, sono, condições socioeconômicas, genética e o próprio ambiente em que vivemos também influenciam.

Segundo ela, essa é justamente a razão pela qual a obesidade deve ser tratada como uma condição multifatorial, e não como resultado de falta de força de vontade. “Não existe uma dieta única que funcione para todas as pessoas. O tratamento precisa ser individualizado, considerando alimentação, atividade física, sono, comportamento, contexto social e, quando necessário, outras abordagens terapêuticas”, afirma.

Nutricionista Lorena Borges destaca o caráter multifatorial da obesidade e a importância de um tratamento individualizado

Na prática clínica, a obesidade raramente aparece sozinha. 

Segundo a especialista, é comum encontrar casos em que ela vem acompanhada com alterações como hipertensão, aumento da glicemia, colesterol e triglicerídeos e, em alguns casos, os pacientes chegam ao consultório apenas quando notam algumas dessas alterações. 

Por isso, ela reforça que sinais como ganho de peso progressivo, aumento da circunferência abdominal, dificuldade para controlar a alimentação, cansaço excessivo e piora do sono merecem atenção antes mesmo de uma doença se instalar. “Não é preciso esperar chegar à obesidade ou aparecer uma doença para procurar ajuda. Quanto mais cedo houver acompanhamento, maior a oportunidade de prevenir complicações”, diz.

É nesse ponto que o acompanhamento contínuo e estruturado faz diferença. A Linha de Cuidado da Obesidade, oferecida pela Unimed Maceió, propõe justamente essa lógica preventiva, com uma equipe multiprofissional que acompanha o paciente ao longo de toda a jornada. 

O processo começa com a enfermeira, presente em todas as etapas do cuidado, e conta com o apoio da assistente social nas questões que possam interferir no tratamento. A partir daí, o paciente é acompanhado pelo médico da família e comunidade, que define o plano terapêutico junto à equipe, pela nutricionista, responsável por mudanças sustentáveis nos hábitos alimentares, e pelo psicólogo, que cuida dos aspectos comportamentais e da relação com a comida.

Como ponto de partida para reverter o quadro, Lorena recomenda mudanças graduais e sustentáveis, como aumentar o consumo de alimentos in natura, reduzir ultraprocessados, organizar melhor as refeições e aumentar gradualmente a atividade física. 

“Pequenas mudanças consistentes são mais importantes do que dietas muito restritivas que são conseguem ser mantidas em longo prazo”, reforça. 

Esse é o caso de Anderson Oliveira que, acompanhado pela equipe da Linha de Cuidado, eliminou 15 kg em menos de um ano. Mesmo com uma rotina sedentária ao extremo, ele relembra que só foi motivado a buscar por mudança com o surgimento de problemas de saúde.

Anderson Oliveira eliminou 15 kg em menos de um ano e mudou hábitos em busca de mais qualidade de vida

A mudança mais difícil, segundo ele, foi incorporar a atividade física à rotina.  Ao longo do processo, foi acompanhado por nutricionista, psicóloga e enfermeira, profissionais que o ajudaram a mudar os seus hábitos pouco a pouco. “Antes eu não ia nem para a padaria andando. Hoje em dia pego a bicicleta e ando pelo meu bairro. Me senti bastante incentivado”, conta.  

Hoje, a alimentação e a prática de exercícios já fazem parte da sua rotina, e a mudança vai além da balança. “Qualidade de vida”, resume, ao descrever o que mudou desde então. Para quem ainda não deu o primeiro passo, deixa um recado direto: “o processo não é fácil, mas é possível, não desista de si mesmo”.

/Assessoria 

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