Da Redação
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB/AL, Arthur de Sousa Lira, manifestou apoio à desembargadora eleitoral Natália França Von Sohsten, integrante do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que foi alvo de ataques nas redes sociais que passaram a explorar sua relação conjugal e a atuação profissional de sua esposa, a advogada Ana Lydia de Almeida Seabra.
Há apurações que desmontaram ações, orquestradas, de um grupo político para tentar descredibilizar o trabalho da desembargadora eleitoral. As acusações questionam a atuação da magistrada a partir do vínculo profissional de sua esposa com a estrutura do Executivo estadual.
Para Arthur Lira, divergências são legítimas, no entanto, devem ser exercidas com respeito e responsabilidade.
“Enquanto Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da OAB/ AL, repudio toda forma de violência, constrangimento ou tentativa de deslegitimação de mulheres que ocupam espaços de poder”, declarou ele.
Em solidariedade à desembargadora, o presidente da Comissão afirmou que “a vida pessoal e familiar não pode ser instrumentalizada para constranger ou desqualificar a atuação profissional de uma mulher”.
E a OAB-AL?
Apesar do pronunciamento do presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas (OAB-AL) como instituição segue em silêncio sobre o caso.
A entidade foi procurada para informar se adotaria alguma providência ou emitiria manifestação sobre os ataques contra Natália França. Segundo reportagem publicada pela Gazeta, a OAB-AL não se manifestou.
A ausência de posicionamento ganha uma dimensão institucional porque Natália França é oriunda da advocacia e chegou ao Tribunal Regional Eleitoral na condição destinada à representação da classe dos advogados.














