Redação
A Polícia Federal registrou 27 inquéritos policiais (IPLs) instaurados em Alagoas relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026, segundo dados do painel de acompanhamento da corporação. O estado também contabiliza cinco pessoas conduzidas em ocorrências eleitorais no período.
O levantamento mostra ainda que, entre sábado (3), véspera do primeiro turno, e domingo (4), dia da votação, Alagoas registrou dois novos IPLs e duas conduções.
Em todo o país, o painel da PF contabiliza 1.332 inquéritos policiais instaurados, além de 105 termos circunstanciados lavrados e 338 pessoas conduzidas. Há ainda nove situações de flagrante em análise. Os dados são dinâmicos e podem sofrer alterações conforme as informações são atualizadas e validadas pela corporação.
No balanço oficial divulgado pela PF às 20h30 de domingo (4), a instituição informou que havia instaurado 35 novos inquéritos e lavrado 97 termos circunstanciados durante as ações relacionadas ao primeiro turno, com 194 pessoas conduzidas em todo o país. Entre os principais crimes apurados estavam propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente casos de compra de votos.
Ocorrências em Alagoas
A atuação da PF em Alagoas já vinha registrando operações relacionadas a possíveis crimes eleitorais antes do fim de semana de votação. Em 29 de setembro, a corporação apreendeu R$ 590 mil em espécie em Maceió durante uma investigação que apura suspeitas de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de capitais. Segundo a PF, os saques investigados ultrapassavam R$ 1 milhão.
Já em 2 de outubro, dois homens foram presos em Rio Largo durante outra ação. A PF apreendeu mais de R$ 500 mil em dinheiro e informou investigar movimentações financeiras consideradas atípicas, de aproximadamente R$ 750 mil, que poderiam estar relacionadas ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores.
Apesar dos registros, o procurador regional eleitoral Marcial Duarte Coelho afirmou que ainda não é possível dimensionar a extensão das irregularidades ocorridas durante o primeiro turno em Alagoas. Segundo ele, a Procuradoria Eleitoral aguarda um relatório da PF com informações sobre apreensões, prisões e denúncias de compra de votos, aliciamento e boca de urna.















