Isadora Noia*
A partir de fevereiro de 2027, o Senado Federal terá uma nova configuração partidária, com o Partido Liberal (PL) ocupando a maior bancada da Casa. A legenda contará com 29 senadores, seguida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com 10, e pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito. Os números consideram os resultados das eleições de 2026 e os parlamentares que ainda têm mandato até 2031.
Ao todo, o Senado possui 81 cadeiras, das quais 54 foram disputadas nas eleições deste ano. As outras 27 correspondem aos mandatos iniciados em 2023, com duração de oito anos. A nova composição terá representantes de 13 partidos, além de um senador sem filiação partidária. A projeção ainda pode sofrer alterações em razão de mudanças partidárias e decisões judiciais.
Além do PL, que terá 29 representantes, e do PT, com 10, a distribuição das cadeiras será a seguinte: MDB, com oito senadores; Progressistas (PP), com seis; União Brasil e Republicanos, com cinco cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), com quatro cada; e Novo, com três.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Podemos terão dois representantes cada. Já Rede Sustentabilidade e Partido Democrático Trabalhista (PDT) contarão com um senador cada. O senador Romário (RJ) permanecerá sem partido.
Apesar de concentrar a maior bancada, o PL não terá maioria absoluta no Senado, que exige pelo menos 41 votos. Assim, a aprovação de propostas que dependam desse número de parlamentares exigirá articulações com outras siglas.
Bancada feminina
Os dados também mostram que os homens continuarão representando a maioria da Casa. Dos 81 parlamentares, 62 são homens, o equivalente a 76,5%, enquanto as mulheres ocuparão 19 cadeiras, correspondentes a 23,5%.
A bancada feminina reunirá as 12 mulheres eleitas em 2026 e outras sete que já possuem mandato até 2031.
Maioria dos senadores é branca
Em relação à raça, a composição projetada aponta predominância de parlamentares brancos. São 55 senadores autodeclarados brancos, o equivalente a 68% da Casa. Os pardos somam 21 representantes, ou 25,9%, enquanto três parlamentares se declaram pretos, correspondendo a 3,7%.
O levantamento também registra um senador indígena, equivalente a 1,2%, e um parlamentar cuja informação racial não foi informada, também representando 1,2%. Os dados têm como referência as autodeclarações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Faixa etária e escolaridade
A distribuição por idade mostra que os senadores entre 55 e 64 anos formam o grupo mais numeroso, com 23 parlamentares, ou 28,4% do total. Em seguida, aparecem os integrantes entre 45 e 54 anos, com 20 representantes (24,7%), e aqueles entre 65 e 74 anos, com 18 (22,2%).
Os parlamentares entre 35 e 44 anos somam 15, correspondendo a 18,5% da Casa. Já os senadores com 75 anos ou mais são cinco, ou 6,2%.
Quanto à escolaridade, 69 senadores possuem ensino superior completo, o equivalente a 85,2% do total. Outros seis têm ensino superior incompleto, cinco concluíram o ensino médio e um declarou ter ensino fundamental.
/Estagiária sob supervisão















