Cerca de 34 mil plataformas ilegais de apostas seguem em operação no país nesta segunda-feira, 39 dias depois da edição da medida que proibiu as bets em território nacional. O levantamento da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), por meio da plataforma de monitoramento LegitBet, será apresentado pela associação na audiência pública que está sendo realizada nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o futuro do setor no Brasil. Nesta manhã, em vídeo nas redes sociais, o presidente Lula convocou a sociedade civil a se mobilizar contra as bets.
Em 25 setembro, o presidente Lula assinou a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa (as “bets”) e jogos online em todo o país. O entendimento do governo foi de que o setor contribui para o aprofundamento do endividamento das famílias, especialmente as mais vulneráveis.
Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a redução dos gastos com apostas já teria contribuído para ampliar o orçamento destinado a compras nos supermercados, especialmente de produtos essenciais. Entre 5 e 11 de outubro, a Abras registrou aumento de 6,5% das vendas do setor.
A ANJL, por sua vez, destaca que havia apenas 85 sites autorizados pelo governo federal a atuar nesse mercado, destacando o aumento das plataformas clandestina, que atuam sem fiscalização e sem recolhimento de impostos, o que tem o impacto para as contas públicas.
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