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Redação

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Epidemia da Sífilis assola Alagoas

15 de agosto de 2018
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Podendo ser transmitida por relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto, a Sífilis, Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum, está tirando o sono dos médicos alagoanos.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no primeiro semestre deste ano, 2120 pessoas foram diagnosticadas com a IST no Estado, contra 1351 no ano passado.

E a situação vai além: o número de sífilis em gestantes também cresceu. O primeiro semestre do ano passado fechou com 297 casos, enquanto nos primeiros seis meses de 2018 foram registrados 446.

Já a sífilis congênita, quando é passada de mãe para o bebê, através da placenta, foram notificados 182 casos. A doença pode ser responsável por problemas como aborto espontâneo, prematuridade ou baixo peso ao nascimento.

O médico infectologista José Maria Constant credita a epidemia à irresponsabilidade, principalmente dos jovens, que fazem sexo sem o uso de preservativos. O especialista alerta que a doença é um mal silencioso, e, após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

Os sintomas costumam ser muito similares a sintomas de outras doenças, então deve ser realizado exames específicos para o diagnóstico.

“A doença apresenta três estágios. No primeiro, se manifesta com a presença um cancro duro no pênis do homem e uma ferida na vulva da mulher, que desaparece um tempo depois. O segundo pode ser confundido com uma alergia, pois o corpo pode encher de manchas vermelhas. Já o último grau é o mais sério, porque afeta o coração, músculos e outras partes do corpo humano”, alertou.

Ainda conforme o infectologista, se a sífilis for diagnosticada precocemente, maiores danos à saúde podem ser evitados.

“O tratamento é feito à base de penicilina, um antibiótico comprovadamente eficaz contra a bactéria causadora da doença. Durante o tratamento, o paciente deverá fazer visitas regulares ao médico para garantir que está tudo bem. É necessária a realização de exames de sangue de acompanhamento após 3, 6, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção”, destacou o José Maria Constant, ao lembrar que a camisinha é medida preventiva não só para sífilis, mas também para todas as outras doenças sexualmente transmissíveis (ISTs).

COMO CONFIRMAR

Exames de sangue que avaliam a presença de anticorpos contra a bactéria, como VDRL ou FTA-ABS, podem ser feitos após 2 a 3 semanas da infecção, ambos muito úteis para investigar suspeitas em pessoas que não apresentam lesões ativas.

Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. O método utilizado permite que em apenas meia hora, o paciente faça o teste, conheça o resultado e receba o serviço de aconselhamento necessário.

Os resultados dos testes serão entregues à própria pessoa com documento de identificação, garantindo total sigilo dos exames. A equipe de saúde está preparada para conduzir o paciente, caso necessário, para os serviços especializados para início do tratamento de forma célere. Em Maceió, casos de sífilis são encaminhados para as unidades de saúde do bairro e em caso de hepatite ou Aids, serão encaminhados para as unidades de referência, que são o Bloco I do PAM Salgadinho, Hospital Helvio Auto ou Universitário.

SURPRESA

O administrador Caio Luis teve o diagnóstico de Síflis no ano passado. Ele contraiu a doença por meio de relação sexual.

Caio conta que foi ao Pan Salgadinho fazer o teste rápido por curiosidade e, ao receber o diagnostico, saiu de lá bastante assustado. “O psicólogo da unidade me explicou o tratamento, o fiz corretamente e hoje estou curado”.

Quando lhe foi aplicada a primeira injeção para combater o vírus, Júlio Cesar sentiu os efeitos colaterais. O remédio causou mal estar, dor de cabeça e febre leve. “Mas valeu super a pena”, concluiu.

História semelhante a também da jovem Ana Júlia, que teve o diagnostico dado durante exame de rotina no Hospital Universitário. “De forma bastante delicada, o assistente social me chamou e deu o parecer sobre o teste que havia acabado de fazer. Sai de lá bastante nervosa, mas procurei um médico infectologista e fui curada”, frisou. A universitária acredita que contraiu o vírus do seu ex-namorado.

FAMOSOS VÍTIMAS DA DOENÇA

O polêmico craque do Botafogo Heleno de Freitas fez muito sucesso – no campo e fora dele – entre os anos 40 e 50 do século passado.

De família abastada, formado em advocacia, mulherengo, boa pinta, elegante e frequentador da alta sociedade, Heleno morreu louco, vítima de sífilis aos 39 anos, num manicômio na cidade de Barbacena, em Minas Gerais. Talvez ele tenha sido a primeira celebridade brasileira vítima dessa infecção que, no passado atingiu, entre inúmeras outras personalidades, artistas importantes como os escritores Oscar Wilde, James Joyce, Baudelaire.

Os compositores Beethoven, Schumann, Schubert. Os pintores Van Gogh, Gauguin, Toulouse Lautrec. Pesquisadores afirmam que o rei francês Luiz XV e o mafioso Al Capone morreram de sífilis. E, segundo alguns historiadores, até mesmo Lenin e Hitler teriam sido vítimas da doença.

Os primeiros relatos da sífilis datam dos primórdios da idade média, quando se alastrou pela Europa, contaminando figuras importantes do clero e da nobreza. Na época, dizia-se que a infecção fatal – que posteriormente ficou conhecida como “a doença francesa” – era uma Vingança da América contra os colonizadores europeus: Colombo teria regressado para o Velho Mundo carregando nas caravelas a bactéria da nova doença.

Jornal Folha d eAlagoas

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