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Janeiro Roxo: 334 casos doença foram registrados em Alagoas

24 de janeiro de 2019
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O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos da doença, nos vários estados brasileiros e dentre as várias classes sociais, incluindo adultos e crianças. Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública. O Janeiro Roxo alerta para a prevenção precoce.

Em Alagoas, foram 334 novos casos de hanseníase em 2018, número maior que o do ano anterior. O tratamento está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (USB).

Nos casos mais graves da doença, o paciente é encaminhado para um dos 4 centros de referência no estado: o Hospital Universitário e o II Centro de Saúde, em Maceió; o Centro de Referência Integrada de Arapiraca ou o Ambulatório da Hanseníase, em Delmiro Gouveia.

Para disseminar informações sobre a lepra, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu, no domingo (20), uma panfletagem rua fechada, na orla da capital. “Ainda é uma doença que muita gente ainda tem dúvida. O nosso objetivo é esclarecer a população o que é a a hanseníase representa, os sintomas e a importância de procurar as unidades básicas. A intenção da gente é estender ações para os bairros mais populosos”, disse Rafaela Siqueira, assessora técnica da pasta.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a hanseníase, conhecida como lepra, é transmitida pelas vias áreas superiores (tosse ou espirro), por meio do convívio próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento.

A hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, é em média de 2 a 7 anos. Há referências com períodos mais curtos, de 7 meses, como também mais longos, de 10 anos.

Ainda segundo a pasta, o tratamento da doença é realizado com a Poliquimioterapia (PQT), uma associação de antibimicrobianos, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequen­cia quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença.

Os medicamentos são seguros e eficazes. O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde. As demais são auto-administradas. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida. Familiares, colegas de trabalho e amigos, além de apoiar o tratamento, também devem ser examinados.

A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas pelo esquema terapêutico, dentro do prazo recomendado. O tratamento da hanseníase é ambulatorial, ou seja, não necessita de internação.

SINTOMAS

O Ministério da Sáude informa que os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas; dor e sensação de choque, formigamento, fisgadas; agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, além inchaço de mãos e pés.

Dentre outros, pode ocorrer também diminuição sensibilidade e/ou da força muscular da face, mãos e pés, devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos; ulceras de pernas e pés.

A HISTÓRIA

A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença.

Entretanto, a terminologia hanseníase é iniciativa brasileira para minimizar o preconceito secular atribuído à doença, adotada pelo Ministério da Saúde em 1976. Com isso, o nome Lepra e seus adjetivos passaram a ser proibidos no País.

Jornal Folha de Alagoas

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