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Redação

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Polícia tenta descobrir calibre da arma que matou a menina Ágatha Félix

24 de setembro de 2019
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A Polícia Civil analisa o pedaço de projétil encontrado no corpo da menina Ágatha Félix, de 8 anos, morta com um tiro nas costas na sexta-feira (20) no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Daniel Rosa, da Delegacia de Homicídios da Capital, os agentes tentam descobrir o calibre da arma que partiu o projétil. A possibilidade de obter a informação, no entanto, pode ser comprometida devido ao tamanho do fragmento.

“Dentro de alguns dias, nós já vamos ter essa definição se de fato dá para saber qual é o calibre. Não é de que arma partiu, mas de qual calibre seria aquele projétil ou fragmento. Todas essas perguntas: de onde partiu o tiro, quem atirou, estava tendo confronto ou não, o tiro veio da polícia, o tiro veio do criminoso, tudo isso vai ser esclarecido ao longo da investigação desse inquérito policial aqui da Polícia Civil”, afirma o delegado.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Daniel Rosa, da Delegacia de Homicídios da Capital, os agentes tentam descobrir o calibre da arma que partiuo projétil. A possibilidade de obter a informação, no entanto, pode ser comprometida devido ao tamanho do fragmento.

A Kombi onde Ágatha foi atingida também passou por perícia, mas uma nova inspeção pode ser realizada. Havia questionamento a respeito da falta de marcas de tiros no porta-malas do veículo. O proprietário da Kombi e o tio da criança afirmaram que o bagageiro estava aberto quando a menina foi baleada.

Segundo Daniel Rosa, o trabalho dos peritos foi satisfatório. “Perícia foi bem realizada, se constata a entrada do projétil, então foi uma perícia muito bem realizada. Vamos aguardar agora a definição dos laudos para saber se vai haver uma outra perícia ou não”, conclui o delegado.

Governador defende estratégia de segurança no RJ

Quase três dias após a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, na noite da última sexta-feira (20), o governador do Rio, Wilson Witzel, comentou o caso.

O governador reuniu secretários para defender a política de Segurança Pública adotada no Estado do Rio. Ele lamentou a morte da menina, mas reforçou que a polícia não vai recuar.

“Eu lamento profundamente a perda. Já disse aqui inicialmente: o meu sentimento é de pai, que também tem uma filha de 9 anos. Não é porque nós temos um fato terrível como esse que nós vamos parar o estado. A sensação de segurança e o resultado da segurança é nítido nas ruas. Polícia se faz com viaturas, polícia nas ruas, estratégia de combate à mancha criminal, que é da polícia ostensiva”, disse Witzel.

A Polícia Militar disse que não havia operação no dia da morte de Ágatha, apenas policiamento de rotina, e que policiais revidaram após serem atacados por criminosos na comunidade.

Familiares e testemunhas, no entanto, contestaram a versão. Segundo eles, a menina foi atingida por um tiro disparado por um policial.

“A Kombi parou para deixar um passageiro que tinha compras na mala. Foram tirar as compras da Kombi quando passou uma moto. Falaram que eram dois homens sem camisa. Não sei se mandaram parar enquanto passou, e o policial atirou, só que pegou na Kombi onde tava minha sobrinha”, relatou Danilo Félix, tio da menina.

Protestos na cidade
Ao longo da tarde desta segunda-feira (23), grupos protestaram pela morte da menina Ágatha e por outras vítimas da violência no Rio.

Placas com nomes de 57 crianças mortas nos últimos anos, vítimas de bala perdida, foram fixadas no gramado do Aterro do Flamengo, na Zona Sul da cidade.

No Centro, moradores do Complexo do Alemão se juntaram à família de Ágatha, em frente à Assembleia Legislativa e fizeram um minuto de silêncio.

G1

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