O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um integrante do grupo do doleiro Alberto Youssef, no âmbito da Operação Lava Jato, por lavagem de dinheiro.
A denúncia apresentada pela força-tarefa contra Waldomiro de Oliveira é de 3 de dezembro e foi divulgada pelo MPF nesta quinta-feira (12).
Segundo a denúncia, a lavagem de dinheiro era destinada a ocultar propina da Camargo Correa em contratos da Petrobras.
Pagamento de propina
As investigações apontaram, de acordo com o MPF, que altos executivos da Camargo Correa prometeram pagamento de propina a Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, já condenado na Lava Jato – relativo a contratos para obras na Refinaria de Abreu e Lima (Rnest), da Petrobras.
Os valores dessa propina totalizavam mais de R$ 4,7 bilhões, conforme a força-tarefa. Desse total, de acordo com o MPF, pelo R$ 45 milhões foram repassados pela Camargo Correa, por meio de operações de lavagem de dinheiro, para pagamento das propinas.
Cerca de R$ 5,6 milhões foram repassados entre os anos 2010 e 2012 “de forma dissimulada pela Camargo Correa por meio da contratação de empresas do Grupo Metasa”, segundo o MPF.
Essas sociedades empresárias fizeram transações bancárias fundadas em contratos e notas fiscais ideologicamente falsos. Para isso, conforme as investigações, eram utilizadas empresas controladas por Alberto Youssef e Waldomiro de Oliveira.
Os pagamentos foram destinados a Paulo Roberto Costa e ao Partido Progressista (PP), ainda de acordo com o MPF. Era o PP que mantinha Paulo Roberto Costa como diretor de abastecimento da Petrobras.
G1















