Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
17 de outubro de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
17 de outubro de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

De abacaxis a pães: produtores transformam realidade através do empreendedorismo

28 de janeiro de 2020
0

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Abacaxis, bolos, broas, mel e pães à base de macaxeira. Esses são apenas alguns dos produtos que “nascem” das mãos de pequenos e microempreendedores e possuem uma coisa em comum: transformaram vidas. Atendidos pelo programa Alagoas Maior, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) em parceria com o Sebrae, empreendedores, associações e cooperativas nas regiões do Agreste, do Sertão e da Serrana dos Quilombos enxergam nas produções oportunidades de crescimento econômico.

O Povoado do Algodão, em Girau do Ponciano, é a terra onde nasce a macaxeira utilizada como base para os produtos do Café na Mesa, núcleo formado só por mulheres da Associação do Algodão. O grupo iniciou suas atividades há aproximadamente nove anos e foi um dos mapeados pelo programa com potencial de mercado. Maria Josélia Silva coloca, com um sorriso no rosto, a mão na massa dos pães, dos bolos e das broas vendidas, conta como foi o início das atividades.

“Antes eu era agricultora, mas o que produzíamos era só para consumo próprio. Entrei na associação quando já estávamos iniciando o trabalho com as broas, há oito anos. Aprendemos também a fazer pães e bolos tendo a macaxeira como base. Hoje, creio que consigo vender entre R$ 200 e R$ 300 por semana e conseguimos melhorar nossa vida. Na hora de pagar as coisas, conseguimos pagar tudo certinho”, explica Maria.

Depois do mapeamento, o Alagoas Maior passa a acompanhar de perto as demandas e necessidades dos produtores, além de promover a participação em rodadas de negócios, capacitações, workshops e, com isso, possibilitar a abertura de novos mercados. “Nosso objetivo é fazer com que os produtores possam crescer como empreendedores e alcançar mercados diferenciados. Atuamos com o acompanhamento e buscamos trabalhar juntos para possibilitar a abertura de novos mercados”, explica Giselle Mascarenhas, superintendente de Desenvolvimento Regional e Setorial da Sedetur.

O abacaxi que conquistou São Paulo

Um exemplo de até onde os abacaxis podem chegar é a Associação dos Produtores de Limoeiro de Anadia (Asprolimo). Em dezembro de 2018, eles conquistaram o mercado paulista e, em pouco mais de um mês, comercializaram mais de 180 mil frutos, arrecadando cerca de R$ 300 mil. Esse foi um dos pontos de transformação para quem vive da comercialização da fruta.

“Hoje a gente não precisa, como era antes, ficar batendo de porta em porta e perguntando “você quer?”. Tempos atrás, a gente tinha muita dificuldade para escoar as lavouras, tinha muito que ir nas feiras, era um tempo que tinha muita lavoura, a gente sofria com questão de preços baixos e hoje as coisas já estão melhores. O Alagoas Maior vem nos ajudando muito e chegou no momento certo. Acho que tudo que a gente faz tem que ter a mão de alguém. A gente só não anda para lugar nenhum”, declara Alvânio Vicente Farias, presidente da associação.

Além de vender os frutos, a Asprolim inaugura, em abril deste ano, uma fábrica de poupa de frutas. Alvânio explicou que a decisão aconteceu por entender a necessidade de que os frutos fossem melhor aproveitados. “A gente tem muita demanda de polpa de fruto no município, nós vamos vender para as escolas, a princípio de Limoeiro [de Anadia]. Para o resto do estado, a gente pretende fazer uma extensão bastante grande. No final das safras acabam sobrando algumas frutas, que acabam não sendo comercializadas e essa é uma forma de aproveitar. A princípio o foco é abacaxi e graviola, depois a gente vai ver se consegue agregar outras frutas”, explica.

Empreendedorismo na apicultura

Já em União dos Palmares, o avanço vem do mel. O apicultor Jean Ferreira, do Apiário Zumbi e da Associação dos Apicultores de União dos Palmares, conta que ganhou sua primeira colmeia há 20 anos e, desde então, elas se multiplicaram chegando a mil, entre as suas e as de sua família. A mudança veio não só em sua vida, como também pela garantia de 12 empresas e na compra do mel dos apicultores da região.

“As abelhas me deram asas. Hoje eu sou conhecido, tenho carro e moto para a minha família, tenho condições de manter meus dois filhos em escolas particulares. Minha vida mudou de uma forma que eu não acreditava. O meu produto já está em Sergipe, em Pernambuco, em Alagoas e também entramos na Paraíba. Isso é muito gratificante. Tive muitas oportunidades e as maiores com o APL [Arranjos Produtivos Locais – programa que antecedia o Alagoas Maior]. Para mim é uma grande oportunidade, foi onde consegui avançar muito e ter visão de mercado. Não desperdiço nem um minuto sequer”, declara o apicultor.

O Apiário Zumbi já é atendido pela Superintendência de Desenvolvimento Setorial e Regional (Suder) da Sedetur há mais de 5 anos e, ao longo dele, teve a oportunidade de viajar e conhecer outros modelos de negócios e de mercado.

No Sertão, a quatro horas da terra de Zumbi, Dona Cícera Alves produz o mel da Cooperativa dos Produtores de Mel, Insumos e Produtos da Agricultura Familiar (Coopeapis), em Piau de Piranhas. Até hoje ela lembra a data exata, 18 de outubro de 2002, da primeira colmeia que teve. Ela só começou a produzir depois de 2004, com cinco colmeias, com teimosia e determinação para aprender.

“Quando cheguei a 15 colmeias, ainda em 2005, eu já estava começando a colocar mel dentro de casa nos tonéis, fui para 981kg de mel. Lembro porque anotei tudo! Estava muito feliz, mas com muito mel e sem saber o que fazer. Coloquei em garrafinhas de água e fui vender para as pessoas. Em 2006 formamos a cooperativa”, relatou Dona Cícera.

A Coopeapis reúne 100 pessoas e é atendida pela Suder desde 2005. Eles chegaram a ter 60 colmeias que, aos poucos, se tornaram fonte de renda para as cooperados. Em 2019, a produção foi de 96kg por colmeia. “Hoje minhas filhas são formadas, eu consegui me formar em pedagogia e tenho pós-graduação. Agradeço primeiro a Deus e a todas as pessoas que me acompanharam, porque ninguém cresce sozinho”, declara Dona Cícera.

O trabalho dos gestores de cada região é continuado durante todo o ano para que novos potenciais produtivos possam ser identificados.

Assessoria

Você também pode gostar desses conteúdos

Com mais de R$ 4 milhões concedidos pelo Banco Pop do Pilar, Renato Filho quer facilitar crédito para pequenos negócios
Interior

Com mais de R$ 4 milhões concedidos pelo Banco Pop do Pilar, Renato Filho quer facilitar crédito para pequenos negócios

por Redação
24 de setembro de 2026
MPAL apresenta representação contra adolescente suspeito de homicídio após violência de natureza sexual em Igaci
Interior

MPAL apresenta representação contra adolescente suspeito de homicídio após violência de natureza sexual em Igaci

por Redação
11 de setembro de 2026
Homem é condenado por matar cachorro de vizinha em Igreja Nova
Interior

Homem é condenado por matar cachorro de vizinha em Igreja Nova

por Redação
21 de agosto de 2026
MP oferta denúncia contra empresa e sócios por morte de 80 cavalos de raça em Atalaia
Interior

MP oferta denúncia contra empresa e sócios por morte de 80 cavalos de raça em Atalaia

por Redação
17 de agosto de 2026
Homem é condenado a quase 30 anos de prisão por feminicídio em Viçosa
Interior

Homem é condenado a quase 30 anos de prisão por feminicídio em Viçosa

por Redação
30 de julho de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post

TCE confirma decisão que determina aporte financeiro à Veleiro

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

Cinco primos de JHC dividem R$ 2,6 milhões na folha de Maceió e bateram no teto salarial 26 vezes

9 de setembro de 2026
Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Política

MP Eleitoral obtém liminar que garante liberdade de manifestação política na Ufal

16 de outubro de 2026
Geral

Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em um ano

16 de outubro de 2026
Geral

Locais da prova do concurso da Sesau serão divulgados no próximo dia 23

16 de outubro de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.