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Redação

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Morte que suspendeu teste não tem relação com Coronavac nem com covid-19

10 de novembro de 2020
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Covid-19: OMS espera produção de milhões de doses da vacina neste ano
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A morte que causou a suspensão das pesquisas da vacina CoronaVac foi o suicídio de um voluntário de de 33 anos ocorrido em 29 de outubro, segundo apurou o UOL. O caso foi usado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para interromper as pesquisas da vacina que eram lideradas pelo Instituto Butantan.

A decisão causou surpresa e irritação em autoridades de saúde do estado de São Paulo que classificam a decisão do governo federal de desleal. O descontentamento existe porque os responsáveis pela pesquisa não enxergam o suicídio como um efeito adverso relacionado a pesquisa da vacina. Cabe ressaltar que não é a primeira morte de voluntários da CoronaVac.

No começo do estudo, uma pessoa morreu em Porto Alegre. Uma investigação foi aberta e ficou constatado que o voluntário havia tomado placebo, substância que não tem o princípio ativo.

O caso que suspendeu as pesquisas aconteceu em São Paulo. Ainda não se sabe se foi aplicada vacina ou placebo, mas o homem era voluntário no Hospital das Clínicas de São Paulo, que iniciou uma investigação e comunicou à Comissão Nacional de Ética em Pesquisas e a Anvisa. A conclusão do trabalho apontou que não houve relação com a pesquisa.

O controle de quem toma placebo e quem toma a vacina de fato é feito por uma comissão internacional. Somente estes técnicos podem responder se o homem de 33 anos tinha recebido a CoronaVac ou placebo. Esta informação ainda não é de conhecimento das autoridades de saúde de São Paulo.

É importante ressaltar que seja vacina ou placebo, a morte por suicídio é interpretada como situação sem envolvimento com a pesquisa. O que irritou as autoridades paulistas no caso é a diferença de tratamento deste caso ocorrido na cidade de São Paulo e o que ocorreu em Porto Alegre. Existe reclamação que desta vez a Anvisa resolveu suspender os testes antes de pedir explicações.

Profissionais ligados ao estudo conduzido em São Paulo enxergam na situação um uso político. Eles contam que o caso vinha sendo tratado de forma técnica por cientistas da Anvisa e estranham que tudo mudou de maneira repentina. A avaliação é que a morte chegou ao conhecimento de pessoas com interesse não científicos que trataram de criar um fato.

A irritação aumenta porque o evento atrasa a vacina e também mancha a reputação de instituições científicas brasileiras. O Instituto Butantan tem 119 anos de história e produz a maioria das vacinas usadas no país. Além disso, voluntários na pesquisa podem ficar com medo por causa da polêmica criada.

UOL

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