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Mensagens expõem cobrança de Flávio Bolsonaro e incômodo do governo com Pacheco

28 de abril de 2021
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Governo aposta em atrasos no caso Queiroz como estratégia para blindar Flávio Bolsonaro
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A instalação da CPI da Covid evidenciou o afastamento entre o governo e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Em fevereiro, Pacheco foi eleito presidente da Casa contando com o apoio do Palácio do Planalto.

Antes mesmo da reunião da comissão, na terça de manhã, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, cobrou Pacheco no grupo que senadores mantêm nas redes sociais.

Segundo relatos ao blog, Flávio Bolsonaro demonstrou, nas mensagens, forte contrariedade com o fato de o presidente do Senado ter desconsiderado uma decisão de um juiz federal de Brasília, que havia suspendido a eventual indicação de Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI.

Posteriormente, a decisão foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede na capital.

No grupo de senadores, Flávio Bolsonaro questionou por que Pacheco não agiu da mesma forma que agiu quando o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a instalação da CPI.

Para o filho do presidente Jair Bolsonaro, o STF “estuprou a instituição Senado Federal”. Rodrigo Pacheco, então, respondeu que a decisão judicial sobre Renan era “inexequível”, já que cabe ao presidente da CPI indicar o relator.

Sobre a decisão de Barroso, referendada pelo plenário do Supremo, Pacheco disse que, apesar de discordar do mérito, a determinação “se impunha”, por reconhecer direito “líquido e certo da minoria do Senado para instalar a CPI, invocando precedentes no mesmo sentido”.

Rodrigo Pacheco terminou dizendo que “são situações absolutamente distintas e que não revelam incoerência da presidência do Senado”.

Flávio Bolsonaro, crítico do isolamento social, assim como o pai, rebateu Pacheco. Disse que a CPI, neste momento, é “desumana” e que esperava que o presidente do Senado não fosse “responsabilizado” após “morrer o primeiro senador, assessor ou funcionário do cafezinho que estivesse trabalhando na CPI”.

Em mais uma resposta, Rodrigo Pacheco disse ter “grande preocupação com a saúde dos senadores” e que, por isso, determinou “todas as cautelas para garantir a segurança sanitária dos envolvidos”.

A mensagem de Pacheco foi respondida mais uma vez por Flávio Bolsonaro, que disse que o presidente do Senado está “assumindo o risco”.

A cobrança se repetiu publicamente mais tarde, quando Flávio falou em “ingratidão” de Pacheco, o que evidenciou, pela primeira vez desde a eleição para a presidência do Senado, o distanciamento entre Pacheco e governo.

G1/Gerson Camarotti

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