Banner-728x90px-Alagoas-Inteligente_2
1017
22 de junho de 2026
Folha de Alagoas
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
BannerSiteContrato_SENAI_728x90px (1)
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO
Sem resultados
Exibir todos os resultados
22 de junho de 2026
Folha de Alagoas
Sem resultados
Exibir todos os resultados
CÂMARA 1 - 728x90 (1)
CÂMARA 2 - 728x90 (1)
Redação

Redação

Deputadas cobram justiça para assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

15 de março de 2022
0
Deputadas cobram justiça para assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Foto: Zeca Ribeiro

Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no Whatsapp

Em sessão solene na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (15), deputadas cobraram justiça para o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. O crime completou quatro anos nesta segunda-feira (14).

Dois homens acusados de serem os executores do crime aguardam julgamento, mas as investigações ainda não concluíram quem mandou matar a parlamentar e por que o crime aconteceu.

Líder do Psol na Câmara, que era o partido de Marielle, a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) foi uma das que exigiu justiça e ressaltou que milícias e milicianos têm relação com o crime.

“Aqueles que retiraram a vida de Marielle naquela noite tinham o objetivo, sem dúvida, de tentar calar sua voz, as suas ideias, os seus objetivos, a sua atuação política”, disse. Para Sâmia, porém, Marielle vive na reprodução de suas ideias. Ela saudou ainda o fato de muitas mulheres negras e LGBT, como Marielle, terem se inspirado a fazer política a partir do exemplo da vereadora.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), por sua vez, salientou que o crime é de violência política de gênero e que o mundo inteiro aguarda a resposta para ele.

“Quanta dor acumulada porque não há resposta. Para além da ausência, não há resposta. Aparece quem atirou, que dirigiu o carro, mas não se diz quem mandou, o por quê. Muitas são as teses, as especulações, as interpretações. Nós podemos até ter as nossas certezas, mas é preciso que se esclareça. Não há resposta maior do que o esclarecimento e a punição para a violência política de gênero”, disse.

Simbologia
A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) chamou a atenção para a simbologia em torno do assassinato.

“Marielle, mulher negra, num País do feminicídio, que é o quinto país com maior índice de feminicídios no mundo e em que o feminicídio é negro. Marielle, mulher favelada, em que a favela é alvo do braço armado do Estado, mas lá não chega o SUS, não chega creche”, citou.

Ela acrescentou que Marielle era defensora dos direitos humanos e que o País é um dos que mais assassina ativistas dos direitos humanos no mundo. Para ela, a execução política de Marielle por pessoas ligadas à milícia significa retrocesso democrático.

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), as idas e vindas na investigação e o sigilo que se tenta impor a ela ocorrem porque “o crime mexe nos cernes de um poder que se associa com milícias e com jagunços”.

Ela também destacou a simbologia do crime: “O extermínio de Marielle Franco representa o ataque frontal, a bala no corpo da democracia, balas no corpo de cada mulher negra deste País, balas no corpo de todas que ousam descer os morros e assumir os palanques e as tribunas que eles negam ao povo brasileiro.”

Golpe contra a democracia
Em discurso lido no Plenário, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), enfatizou que o assassinato foi um golpe contra a democracia brasileira. Segundo ele, o crime foi uma tentativa de calar a vereadora, de interromper os projetos políticos por ela defendidos, além de uma tentativa de sufocar as vozes dos cidadãos e cidadãs que defendem as mesmas causas que a vereadora.

“A afronta à representatividade política no Brasil é também uma afronta à esta Casa e ao povo desta nação”, completou.

Presidente do Psol, Juliano Medeiros observou que muitas parlamentares ainda hoje se sentem inseguras para exercer seu mandato, e necessitam de proteção policial, como no caso da deputada Talíria Petrone.

Para ele, por esse e outros tantos motivos, a democracia brasileira está incompleta. Ele demonstrou indignação com “manobras para que caso não seja concluído” e com a não condenação de nenhum dos assassinos.

Antônio Francisco, pai de Marielle, também ressaltou que o crime não pode ficar impune em prol da democracia. “Se não conseguimos dar essa resposta, não vamos ter uma democracia sadia no Brasil”, avaliou.

Para Agatha Arnaus, viúva do motorista Anderson Gomes, ele representa cada brasileiro que é assassinato e o crime não tem resposta, cada trabalhador que sai de casa e está à mercê da violência, principalmente no Rio de Janeiro.

Extermínio de corpos negros
De acordo com Danielle Sanchez, do Coletivo de Mulheres Negras Yaa Asentewa, a política construída no País – heterossexual, branca, cisgênero e masculina – não está acostumada a ver mulheres pretas e periféricas, como Marielle, ocupando esses espaços.

“A política genocida segue limando corpos negros”, frisou. “Lutar por justiça por Marielle é lutar para que outras violências políticas de gênero não aconteçam”, acrescentou.

A cantora Nana Matos também participou da sessão e prestou homenagem à Marielle. Ela também condenou os mecanismos “excludentes, patriarcais e embraquecidos” da política brasileira.

Agência Câmara

Você também pode gostar desses conteúdos

Prisão domiciliar de Bolsonaro acaba na quinta; decisão cabe a Moraes
Política

Prisão domiciliar de Bolsonaro acaba na quinta; decisão cabe a Moraes

por Redação
22 de junho de 2026
Vereador propõe cadastro habitacional online para ampliar transparência e facilitar acesso à moradia em Maceió
Política

Vereador propõe cadastro habitacional online para ampliar transparência e facilitar acesso à moradia em Maceió

por Redação
22 de junho de 2026
Teca Nelma defende mais políticas públicas para juventudes durante seminário da Fiocruz em Maceió
Política

Teca Nelma defende mais políticas públicas para juventudes durante seminário da Fiocruz em Maceió

por Redação
22 de junho de 2026
Política

CBF confirma lesão muscular de Raphinha; saiba mais

por Redação
20 de junho de 2026
Senador garante recursos para obras que impulsionam São José da Laje
Política

Senador garante recursos para obras que impulsionam São José da Laje

por Redação
20 de junho de 2026

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

banner-site
banner-site
Próximo Post
Covid: homem de 28 anos e mais sete pessoas falecem em Alagoas

Alagoas contabiliza seis mortes e 69 casos de Covid-19 nas últimas 24h

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

Católicos de Paripueira discordam de evento com a participação de políticos

7 de agosto de 2025
Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

Vereador acusa Henrique Chicão de usar hospital para se eleger deputado

7 de agosto de 2025

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Cultura

Yasmin Sensação, Marcinho Sensação e Eliane estão entre as atrações do São João do Pilar, que começa nesta segunda-feira (22)

22 de junho de 2026
Geral

Gestão omissa: cachorro morre após tutora verificar HC Pet fechado

22 de junho de 2026
Geral

Seduc abre inscrições para selecionar 200 estudantes na 4ª edição do Programa Daqui Pra o Mundo

22 de junho de 2026

REDAÇÃO

(82) 98898-7444

folhadealagoas@gmail.com

ARQUIVOS

Disponível no Google Play

© 2021 | Folha de Alagoas.

Sem resultados
Exibir todos os resultados
  • INÍCIO
  • GERAL
  • INTERIOR
  • CULTURA
  • ECONOMIA
  • ESPORTE
  • POLÍTICA
  • REBULIÇO
  • CONTATO

© 2021 | Folha de Alagoas.

Utilizamos cookies essenciais e outras tecnologias semelhantes, ao continuar navegando, você concorda essas e outras condições de nossa Política de Privacidade e Cookies.