Uma tutora utilizou as redes sociais para relatar dificuldades na busca por atendimento veterinário e questionar o funcionamento do Hospital da Cidade Pet (HC Pet), em Maceió. Horas depois da publicação, ela informou a morte do cachorro que tentava socorrer, episódio que voltou a levantar questionamentos sobre a operação da unidade inaugurada pela gestão do ex-prefeito e pré-candidato ao Governo de Alagoas, JHC (PSDB).
O caso ganhou repercussão ao longo do domingo (21) após a divulgação de vídeos em que a tutora relata ter buscado informações sobre o funcionamento do HC Pet durante uma situação considerada urgente envolvendo o animal.
Nas gravações, ela demonstra indignação com a situação e questiona a efetiva disponibilidade dos serviços anunciados pela unidade.
“Fico pensando: se eu não tivesse buscado informação e tivesse ido direto com o meu cachorro para o hospital, talvez ele ainda estivesse vivo. Quando cheguei na clínica, ele ainda reagiu, mas depois tive a informação de que o atendimento não estava funcionando como deveria, e precisei levá-lo para uma clínica particular”, afirmou.
Horas depois da publicação do vídeo, a tutora informou a morte do cachorro. Ela não atribuiu diretamente a morte do animal ao HC Pet, mas voltou a questionar a divulgação e o funcionamento do equipamento.
“Então eu me pergunto: se não funciona, por que divulgar? Por que inaugurar?”, declarou.
O episódio reacendeu críticas já feitas por usuários, vereadores e parlamentares desde a inauguração da unidade.
Entregue em abril com ampla divulgação pela gestão municipal, o HC Pet foi apresentado como uma estrutura voltada ao atendimento veterinário de cães e gatos, com consultórios, ambulatórios, centros cirúrgicos, enfermarias e serviços de emergência.
Desde então, o equipamento tem sido alvo de questionamentos sobre sua efetiva operação. Parlamentares da oposição chegaram a classificar a unidade como um “elefante branco” e cobraram esclarecimentos sobre os serviços efetivamente disponíveis à população.
Além das críticas ao funcionamento da estrutura, a tutora aproveitou o vídeo para fazer um apelo relacionado ao uso de fogos de artifício com estampido.
“E deixo aqui também um apelo: pelo amor de Deus, não soltem fogos com estampido. Isso não afeta só animais, mas também crianças, especialmente aquelas com síndromes e sensibilidade”, afirmou.
O caso volta a colocar em debate o funcionamento do HC Pet e a necessidade de esclarecimentos sobre os horários de atendimento, os serviços disponíveis e a capacidade de resposta da unidade em situações de urgência e emergência.














