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Redação

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Projeto propõe bloqueio de lucros de empresas que causaram desastres

2 de março de 2023
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Divulgação/Arquivo

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Redação*

O deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (UB) protocolou o Projeto de Lei 740/23, que visa suspender o pagamento de lucros a acionistas de empresas que causaram desastres ambientais até que todos os danos sejam ressarcidos. No caso, a matéria poderia atingir, por exemplo, a Braskem, pela tragédia em Maceió, e a Vale, por causa de Mariana e Brumadinho.

A proposta ainda será encaminhada para as comissões da Câmara. “Se as empresas têm ciência de que serão responsabilizadas financeiramente, podem ser incentivadas a tomar medidas proativas para minimizar os riscos ambientais e sociais, sendo assim dirimindo as possibilidades de eventuais desastres”, avalia Gaspar.

“Isso pode incluir investir em tecnologias mais limpas, estabelecer protocolos rigorosos de segurança ambiental e priorizar a transparência e prestação de contas em relação às suas práticas de negócios”, completou o deputado.

Dividendos e bonificações
Conforme o projeto, a suspensão do pagamento de proventos inclui dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, entre outros, e deve ser observada a partir da ocorrência do desastre até o ressarcimento total dos atingidos.

Deverá ser suspenso o pagamento de proventos aos acionistas controladores e aos diretores e demais membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos que detenham ações da companhia. A medida não valerá para os salários pagos a dirigentes e conselheiros.

Os valores suspensos deverão ser registrados em reserva específica e terão como objetivo compor fundos para o pagamento de indenizações e outras compensações, podendo ser revertidos novamente em proventos somente após o ressarcimento das partes atingidas. A medida deverá ser regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“As empresas podem ser obrigadas a estabelecer fundos de indenização ou outros mecanismos de compensação para apoiar a recuperação ambiental e ajudar a restaurar as comunidades atingidas”, explicou Alfredo Gaspar. Para ele, trata-se de uma questão de responsabilidade ambiental, equidade e justiça econômica.

*com Agência Câmara

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