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Juiz vê indícios de ligação de Lira com fraude dos kits robótica e manda caso ao STF

6 de julho de 2023
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Lira sobre aprovação da PEC do Estado de Emergência: “Brasil tem recursos de sobra”

Foto: Agência Câmara

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O juiz federal substituto Roney Raimundo Leão Otilio, da 2ª Vara da Justiça Federal de Alagoas, determinou a remessa dos autos da investigação Hefesto, que mira aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), para o Supremo Tribunal Federal (STF). O juiz justifica o envio declarando que a a investigação da Polícia Federal encontrou “indícios da participação nos delitos ora investigados de um congressista” — no caso, o próprio Lira.

Cabe ao STF, então, julgar infrações de membros do Congresso, por possuírem foro privilegiado. “Ademais, o próprio Procurador-Geral da República (Augusto Aras), conforme noticiado pelo MPF, avocou a atribuição para atuar no caso”, alega, ainda, o juiz.

A decisão de remessa dos autos, assinada pelo juiz, aponta que a polícia encontrou três documentos contendo os nomes de Lira e de seu ex-assessor, Luciano Ferreira Cavalcante, alvo da investigação. Os documentos são “um recibo de lavagens de veículo; um termo de autorização de entrega de veículo; um formulário de autorização de viagem outorgado por Arthur César Pereira de Lira em favor de Luciano Ferreira Cavalcante, a respeito de adolescente filho do primeiro”.

A PF teria também apreendido um documento com o motorista de Cavalcante (Wanderson) com anotações de possíveis despesas de Lira, seus familiares e pessoas de sua relação. Esses pontos indicariam o envolvimento do presidente da Câmara e justificariam o envio da investigação para o STF.

Como mostrado pelo Estadão, Lira não foi citado nos primeiros relatórios da investigação, mas foi implicado depois que os policiais apreenderam anotações manuscritas de uma série de pagamentos a “Arthur”. Os registros somam cerca de R$ 265 mil, como revelou a revista Piauí.

Antes do início da operação, Cavalcante estava lotado na liderança do PP da Câmara, mas foi exonerado.

A assessoria do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que o parlamentar não vai comentar a decisão.

A reportagem do Estadão busca contato com a defesa de  Luciano Ferreira Cavalcante, ex-assessor de Arthur Lira.

/Terra

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