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Lula sanciona LDO de R$ 4,9 bilhões para financiar eleições municipais

3 de janeiro de 2024
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Lula sanciona LDO de R$ 4,9 bilhões para financiar eleições municipais

Foto: Reprodução

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (2) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê as bases para o Orçamento de 2024. Entre outros valores, o texto define um repasse recorde para o financiamento das eleições municipais, via Fundo Eleitoral, deste ano.

O “guia” do Orçamento deste ano estabelece um teto de R$4,9 bilhões para o fundo — R$4 bilhões acima do proposto inicialmente pelo Planalto ao enviar o projeto da LDO.

O valor previsto na lei supera em mais de duas vezes o total destinado para as eleições municipais de 2020 (R$2 bilhões). O recurso é equivalente ao distribuído para as eleições gerais de 2022 — presidente, governador, senador e deputado federal.

A reserva também está prevista no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), que já foi aprovado pelo Congresso e ainda tem de ser sancionado por Lula.

Para bancar o fundo, deputados e senadores aprovaram uma redução no total previsto de emendas de bancadas estaduais com pagamento obrigatório pelo governo de R$12,5 bilhões para R$8,5 bilhões.

Essa troca de emendas por fundo eleitoral foi criticada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mas acabou incluída no texto final e sancionada por Lula.

O fundo foi criado em 2017 como alternativa ao fim do financiamento de campanhas por empresas privadas. Os recursos são distribuídos com base no número de deputados federais e senadores eleitos pelas siglas na última eleição.

A verba deve ser aplicada exclusivamente no financiamento das campanhas eleitorais, e os partidos devem prestar contas de cada gasto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se houver sobras, o dinheiro volta para a conta do Tesouro Nacional.

Discussão no Congresso

O aumento do Fundo Eleitoral foi articulado por parlamentares ao longo dos meses de discussão do Orçamento de 2024.

A tentativa de “inflar” o montante proposto pelo governo recebeu apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mas foi criticada por Pacheco.

Durante a votação da LOA, em 22 de dezembro, o presidente do Congresso chegou a sugerir a aprovação de um destaque que tinha o objetivo de desidratar o valor e retomar a previsão do governo. Tentou, ainda, uma alternativa para estabelecer um fundo de R$2 bilhões.

“O Fundo Eleitoral, nas eleições de 2020, foi da ordem de R$2,34 bilhões. Dois anos depois, na eleição de 2022, foi de R$4,961 bilhões. Evidentemente, está claro que uma eleição municipal é uma eleição menos complexa, é menos custosa”, declarou Pacheco na ocasião.

Prevaleceu o entendimento das principais lideranças partidárias, e as alternativas de Pacheco foram derrotadas.

/G1

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