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Em júri, assassino de advogada é condenado a mais de 32 anos de prisão

7 de agosto de 2024
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Em júri, assassino de advogada é condenado a mais de 32 anos de prisão
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Redação*

Um crime bárbaro com clamor de justiça pela família, por amigos e pela sociedade. Na noite desta terça-feira (6), José Alisson Bezerra da Silva, acusado de assassinar friamente a esposa e advogada Maria Aparecida da Silva, com 14 facadas, em julho de 2022, em Maceió, foi condenado a 32 anos e oito meses de prisão em regime fechado. 

Durante o julgamento, um dos depoimentos mais marcantes foi o da filha Ana Beatriz, hoje com 15 anos. A acusação teve a atuação brilhante do promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, que teve como assistentes Raimundo Palmeira e Thiago Cavalcante. A acusação sustentou a tese de crime por motivo torpe, meio cruel e feminicídio, sendo as três qualificadoras acatadas.

“Queria dizer para a minha mãe que não vou desistir dela. Lutarei por ela até a condenação daquele homem”, a fala é de Ana Beatriz. A defesa tentou suspender o júri depois que um médico psiquiátrico arrolado como testemunha do réu foi dispensado pelo juiz. A alegação foi a de que o cliente tinha problemas mentais, portanto precisaria da afirmação do profissional que teria mantido contato com o réu apenas uma vez e encaminhado para avaliação de um psicólogo. O que foi provado pela acusação.

O promotor de Justiça Antônio Vilas Boas sustentou durante todo o júri que o réu não era inimputável ou semi-imputável , e que agiu friamente quando ceifou a vida da advogada. Ele apresentou ao Conselho de Sentença imagens chocantes da cena do crime. 

“A defesa esteve o tempo todo tentando convencer o conselho de sentença de que o réu não gozava de sua sanidade mental e nós provamos que não havia laudo algum afirmando isso, apenas um atestado do psiquiatra que arrolaram, e que somente o viu uma vez, que não atestou anomalia e sim que o réu tinha teria aparente depressão por ansiedade e encaminhando o assassino para um psicólogo. Estava claro que foi tudo premeditado”, declara o promotor de Justiça

“O depoimento da filha Beatriz foi comovente, a dor estava estampada na face daquela adolescente órfã que relatou agressões verbais terríveis dele com a Maria Aparecida, além de falar sobre as físicas até com uma senhora de mais de 80 anos, no caso a mãe da vítima. Foi exaustivo, mas estávamos respaldados e desbancamos todas as tentativas da defesa de inocentar seu cliente. O Ministério Público, na verdade, não acusou o Alisson, defendeu a vítima para que a justiça fosse feita e amenizasse a dor da família”, enfatiza Vilas Boas.

O assistente de acusação, advogado Raimundo Palmeira, analisa o que significou o júri e qual o sentimento com a sentença.

“Uma condenação representa a resposta da sociedade em determinados atos. Ninguém sai feliz com a condenação de ninguém, o bom era poder ter a vítima entre nós jamais acontecer esse júri. Historicamente, raramente estou acusando, só aceito atuar dessa forma quando me dói na alma. Diria que na história de Alagoas esse feminicídio foi um dos mais cruéis, senão o mais. A família não sai alegre, mas sai aliviada pois, pelo menos, sabe que seu ente querido, a Aparecida, não está injustiçada. A advocacia alagoana sai aliviada”, declara.

Pela acusação três pessoas prestaram depoimentos, já a defesa teria arrolado oito e somente duas foram ouvidas. O psiquiatra não chegou a concluir o depoimento.

Família

A irmã da vítima, Cleonice das Dores Silva, disse que a condenação alivia um pouco da dor pela perda da irmã e que, por ela, e pelos filhos órfãos, a justiça foi feita.

“Estamos felizes porque a justiça foi feita, graças a Deus e em nome da minha irmã, dos meus sobrinhos e de toda nossa família. Minha irmã foi muito agredida, sofreu muito e terminou dessa forma cruel. Nunca mais seremos os mesmos. Mas, sairemos daqui com os corações mais aliviados, a justiça da terra já foi feita, ainda resta a do céu”, diz Cleonice.

Lida a sentença, o réu retornou para o Presídio Baldomero Cavalcante.

/com MP-AL

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