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Freio nos alimentos deixará inflação dentro da meta pela primeira vez sob Lula 3

24 de dezembro de 2025
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Indústria de alimentos e bebidas cresce 0,8% no primeiro semestre

Reprodução

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Com câmbio em baixa e boa produção agrícola, os preços dos alimentos deram uma trégua, e o IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação, fechou 2025 com alta de 4,41%, informou ontem o IBGE. O resultado ficou dentro do limite de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3% em 12 meses, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos. Foi a primeira vez que o IPCA-15 de um ano fechado ficou dentro dos limites no atual governo Lula — em novembro, o IPCA em 12 meses já tinha ficado nos limites, na nova regra da meta contínua. Na variação anual, o IPCA-15 estourou o teto de 2021 a 2024.

Segundo economistas, no ano em que o BC levou a taxa básica de juros (Selic) a 15% ao ano, maior nível desde 2006, para esfriar a demanda e controlar os preços, o alívio dos alimentos foi decisivo. Sem isso, a inflação poderia estourar a meta. Isso porque a pressão persiste nos serviços, que reagem mais à demanda, controlada pelos juros. Já os preços de alimentos são mais sujeitos a choques de oferta, como quebras de safra devido ao clima.

Andréa Angelo, estrategista de inflação da gestora Warren Investimentos, diz que a inflação de serviços mostra uma economia aquecida pelo mercado de trabalho, a despeito dos juros altos:

“A desaceleração da inflação este ano está acontecendo puxada principalmente por alimentos e pelo câmbio.”

Em dezembro, a alta de 0,25% no IPCA-15 foi impulsionada pelo grupo Transportes, com o avanço de 12,71% das passagens aéreas e de 9% do transporte por aplicativo. Já o grupo Alimentação e bebidas subiu 0,13%. A alimentação no domicílio, que considera os itens comprados nos mercados, caiu pelo sétimo mês consecutivo.

No acumulado do ano, a Habitação (6,69%), puxada pela conta de luz, foi o grupo que mais pesou. Já o grupo Alimentação e bebidas subiu 3,57%. Quando se considera apenas a alimentação no domicílio, a alta foi de 1,94% no ano, segunda menor variação desde 2017. Só perde para 2023, quando recuou 0,82%.

Os alimentos são importantes porque respondem por 18% da cesta de consumo que compõe o cálculo do IPCA e, por isso, ajudam a segurar a inflação agregada, lembra André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Chuva e câmbio

Segundo o especialista, esses preços ficaram comportados porque 2025 teve um regime de chuvas mais próximo da média histórica, favorecendo a produção de alimentos. E a queda do dólar ajudou, já que parte das matérias-primas agrícolas, como soja e milho, é cotada na moeda americana.

“Alimentação é câmbio na veia. Um volume de chuva adequado e safras boas explicam o alívio”, diz Braz.

As restrições temporárias às exportações de aves, após embargos sanitários por conta dos primeiros casos de gripe aviária em granjas no país, ajudaram a conter preços, lembra Fábio Romão, economista sênior da consultoria 4Intelligence. O tarifaço imposto por Donald Trump, presidente dos EUA, também dificultou o escoamento de alguns produtos e resultou em mais alimento disponível no mercado doméstico, completa Romão, alertando que 2026 deverá ser mais difícil:

“No ano que vem, não vamos ter esse “céu de brigadeiro” no campo, embora algumas culturas ainda devam ter boas safras. O câmbio pode rumar para um patamar neutro. O dólar não vai atrapalhar, mas também não vai ajudar.”

Segundo Alexandre Maluf, economista da XP Investimentos, o arroz, que caiu cerca de 27% neste ano, deverá subir pela redução da safra. As carnes deverão subir 8%, com o ciclo pecuário negativo, a oferta global mais restrita e a demanda externa aquecida. Frango, suíno e ovos poderão acompanhar o movimento. Nos óleos e gorduras, a alta pode chegar perto de 5%, pois o óleo de soja concorre com o bodiesel na demanda pela oleaginosa. O café, que saltou 41% este ano, poderá cair 20% em 2026, com a melhora da safra global, mas não compensará o aumento dos últimos anos.

Economistas projetam alta de 4,5% na alimentação em casa no ano que vem, abaixo da média anual de 7,7% da última década, mas uma La Niña — fenômeno marcado pelo esfriamento do Oceano Pacífico — mais forte poderá atrapalhar a produção agrícola. Um câmbio em alta, por causa das eleições gerais de 2026, também pode pressionar.

Para além desses itens, o avanço dos gastos públicos e a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor a partir de janeiro, poderão aquecer a demanda e pressionar a inflação. Soma-se a isso a instabilidade geopolítica.

“Trump é uma incógnita, mas a postura que ele está querendo adotar, com dólar e preço do petróleo baixos, pode acabar ajudando um pouco “, destaca Luiz Roberto Cunha, professor da PUC-Rio.

Cenário eleitoral

O alívio na inflação de alimentos é importante para o cenário eleitoral, porque isso costuma pesar na avaliação popular sobre a economia e os governos. Os preços dos alimentos são muito perceptíveis e afetam diretamente o dia a dia das famílias.

Em evento no Palácio do Planalto ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou capitalizar os dados positivos:

“O ano termina bem. O preço do alimento está caindo, as pessoas estão voltando a acessar coisas que ficaram mais caras. Mesmo a taxação que os Estados Unidos fizeram contra o Brasil terminou sendo irrelevante.”

Na contramão do otimismo do presidente, levantamento do instituto de pesquisas AtlasIntel, em parceria com a agência Bloomberg, mostra que a inflação voltou a influenciar negativamente a avaliação do governo. Com base numa análise sobre a inflação nas duas últimas eleições, Cunha, da PUC-Rio, aponta que alimentos em baixa tendem a evitar desgaste político. Para o especialista, 2026 será parecido com 2018, com alimentos em torno de 4,4% e IPCA próximo de 4,5%, teto da meta.

“É um cenário diferente de 2021 e 2022. A vitória do Lula sobre o Bolsonaro foi bastante influenciada pela inflação de alimentos, que subiu 8,24% em 2021 e 13,23% em 2022.”

/O Globo

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