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Crime da Braskem em Maceió vira megaprocesso na Comissão de Valores Mobiliários com 33 acusados

10 de fevereiro de 2026
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BRASKEM: moradores denunciam surgimento de cratera em residência no Pinheiro

Foto: Davysson Mendes/Secom Maceió

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A tragédia socioambiental provocada pela exploração de sal-gema em Maceió levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a acusar 33 executivos e ex-executivos da Braskem, segundo apuração do jornal O Globo.

O processo, do tipo sancionador — ou seja, com acusação formulada e que vai a julgamento —, quer apurar a responsabilidade dos administradores da companhia na tragédia, que provocou o afundamento do solo e levou à desocupação de imóveis por mais de 60 mil pessoas na capital alagoana.

Entre os acusados estão figuras como Marcelo Odebrecht, que já ocupou a presidência do conselho de administração da Braskem por ser herdeiro da empreiteira que é uma das donas da petroquímica (a Novonor, antiga Odebrecht, está em processo de venda de sua participação); Newton Sérgio de Souza, que foi presidente da Odebrecht; ex-CEOs da Braskem como Fernando Musa e Carlos José Fadigas de Souza Filho; e Almir Barbassa, ex-diretor da Petrobras, empresa que divide o controle da Braskem com a Novonor.

Entre os administradores acusados que ainda mantêm cargo na Braskem estão Felipe Montoro Jens, diretor financeiro, e Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade e atual conselheiro da petroquímica. Não estão claras quais acusações pesam contra os executivos, uma vez que detalhes do processo ainda não são públicos.

Porém, informações do sistema da CVM afirmam que a apuração começou em 2023, em processo iniciado a partir de “demanda do Gabinete da Liderança da Maioria do Senado Federal, requerendo a ‘investigação da higidez e correta divulgação das informações contábeis e financeiras prestadas pela Braskem aos mercados, no tocante à precisa quantificação e evidenciação de seu passivo ambiental, face aos danos causados pela exploração irresponsável do sal-gema naquela unidade da federação, resultando no maior desastre socioambiental urbano do mundo’”.

Há três meses, a Braskem e o governo de Alagoas anunciaram um acordo de R$ 1,2 bilhão para ressarcir os danos ambientais e o afundamento do solo causados em Maceió. O pagamento será feito ao longo de uma década.

/Assessoria

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