Moradores de conjuntos habitacionais localizados no bairro Santa Amélia, em Maceió, denunciaram possíveis irregularidades no abastecimento de água, levantando suspeitas de contaminação que podem representar riscos à saúde pública. A situação atinge cerca de 1.180 famílias dos residenciais Pedro Teixeira 1, Pedro Teixeira 2 e Diana, onde há relatos de água com odor forte, aspecto inadequado e casos de moradores que teriam apresentado sintomas como diarreia, dores abdominais e vômitos.
De acordo com os relatos, há indícios da presença da bactéria Escherichia coli (E. coli), um importante indicador de contaminação fecal na água. A presença desse microrganismo torna a água imprópria para consumo humano e pode provocar desde problemas gastrointestinais até quadros mais graves, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
O vereador David do Emprego (União Brasil) esteve nos residenciais e afirmou que a situação é grave e exige resposta imediata das empresas responsáveis pelo abastecimento. Segundo ele, há indícios de falhas no tratamento da água, como ausência de cloração adequada e falta de manutenção nas estruturas de armazenamento.
“Eu estive pessoalmente nos residenciais e o que vi foi alarmante. A água tem cheiro forte, aparência inadequada e moradores relatando problemas de saúde. Estamos falando de um caso sério de saúde pública. Não dá para admitir que mais de mil famílias estejam expostas a esse risco”, afirmou o vereador.
Ainda segundo David do Emprego, há um impasse entre as concessionárias BRK Ambiental e CASAL sobre a responsabilidade pelo problema. “A população não quer saber de quem é a culpa. Quer solução. É inadmissível esse jogo de empurra enquanto as pessoas adoecem”, criticou.
O parlamentar também denunciou que a água estaria sendo captada diretamente de poços e distribuída sem o devido tratamento, passando por reservatórios sem limpeza adequada e com níveis insuficientes de cloro, condição que favorece a proliferação de bactérias.
“Estou solicitando a interdição imediata do consumo dessa água, a cloração urgente do sistema, a limpeza e desinfecção dos reservatórios e a implantação de um tratamento adequado. Além disso, é fundamental que uma nova análise da água seja feita e divulgada de forma transparente para a população”, reforçou.
/Assessoria















