Redação
Um vídeo divulgado pelo defensor público Ricardo Melro denuncia o controle exclusivo da Braskem sobre os dados do afundamento do solo em Maceió. Na gravação, ele afirma que pesquisadores independentes teriam tido o pedido de acesso negado à base de dados considerada a mais completa sobre o desastre ambiental na capital alagoana.
Segundo o relato, o estudo técnico independente, elaborado por especialistas ligados a instituições do Brasil e da Alemanha, foi alvo de críticas por parte de órgãos oficiais, como a Defesa Civil e a CPRM, sob a justificativa de que teria sido produzido com dados limitados. Diante disso, os próprios pesquisadores se colocaram à disposição para revisar e complementar o trabalho, solicitando acesso direto à base de dados utilizada no monitoramento da área afetada.
No entanto, conforme destacado no vídeo e em documentos apresentados, o acesso à plataforma integrada de dados geológicos e geotécnicos, mantida pela Braskem, não foi liberado. Em resposta, órgãos envolvidos apontaram que a solicitação ainda precisaria de “amadurecimento” e que o compartilhamento seguiria, inicialmente, por meio de envio de documentos específicos, e não pelo acesso direto ao sistema.
Outro ponto levantado é que, apesar de instituições públicas terem acesso às informações de monitoramento, a gestão da plataforma é feita pela própria Braskem, que também seria responsável por autorizar novos acessos.
Ricardo Melro afirma que o caso já foi levado ao Ministério Público Federal e não descarta uma nova judicialização para garantir maior transparência. Ele também questiona a falta de acesso amplo às informações, consideradas essenciais para a análise técnica e para o interesse público.
“Criticam a pesquisa por suposta limitação de dados. Os pesquisadores pedem acesso ao banco mais completo existente e negam o acesso. É uma esculhambação”, disse Melro.















